Bairro São Francisco: histórico e fascinante

    O Bairro São Francisco abrange uma das mais antigas regiões de Curitiba, fazendo divisa com os bairros Bom Retiro, Centro, Centro Cívico e Mercês. Conheça!

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão5 anos atrás

    Bairro São Francisco

    O Bairro São Francisco abrange uma das mais antigas regiões de Curitiba, fazendo divisa com os bairros Bom Retiro, Centro, Centro Cívico e Mercês.

    Seus grandes destaques são o Museu Paranaense, a Praça Garibaldi, o Relógio das Flores, o Cemitério São Francisco de Paula, a Mesquita, o Memorial de Curitiba, a Sociedade Garibaldi, a Igreja da Ordem, a Casa Romário Martins, o Clube Concórdia, entre outros espaços que são famosos por caracterizar Curitiba.

    Reúne, em suas ruas, casarões preservados e espaços onde a história da cidade foi construída, estando o Centro Histórico de Curitiba situado no bairro.

    Localizado próximo ao marco zero de Curitiba, na Praça Tiradentes, o bairro desenvolveu-se atrás da Capela de Nossa Senhora da Luz, impulsionado pelo comércio e pelo período da erva-mate.

    Por conta disso alia o “novo” e o “velho” com tanta perfeição, com construções do século XVII ao lado de prédios novos e modernos.

    Ao longo de sua história, o bairro presenciou vários fatos marcantes, ligados a cultura, religião, comunicação ou a fatores sociais.

    A mais antiga Igreja da cidade, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Chagas, que fica nos limites do São Francisco, surgiu entre 1752 e 1783, período em que a região era caminho de passagem para os tropeiros.

    Ao seu lado, está localizada a construção mais antiga da cidade, chamada atualmente de Casa Romário Martinsespaço cultural da Prefeitura de Curitiba –, que inicialmente era utilizada como moradia, açougue e armazém de secos e molhados.

    A duas construções compõem parte do popular Largo da Ordem, cujo nome original é Largo Coronel Enéas.

    O espaço, que já se chamou Páteo da Capela e Páteo de São Francisco das Chagas, recebe aos domingos a tradicional Feirinha do Largo, que recebe milhares visitantes.

    Na metade do século XIX, a região começou a ser habitada por imigrantes, principalmente alemães e italianos.

    Com isso, sofreu influência dessas culturas, na arquitetura, comércio, gastronomia e questões sociais.

    E no final do século, a região foi tomada pela Revolução Federalista. O Palacete Wolf, por exemplo, transformado em quartel e a Praça João Cândido era palco de conflitos entre Maragatos e Picapaus.

    Na virada do século, a região começou a se modernizar. Bondes puxados à burros e mulas ligavam a Rua Assungui, atual Mateus Leme, no cruzamento com a Rua do Serrito, atual Carlos Cavalcanti, ao Batel, passando pelo Largo da Ordem, a Catedral, a Rua das Flores, Praça Osório, e Comendador Araújo.

    Em 1906, começaram as obras para a construção do Reservatório de água do São Francisco, que foi inaugurado no dia 24 de agosto de 1908.

    Na parte mais alta do bairro, outra referência história, a Praça João Cândido, onde estão localizadas as Ruínas de São Francisco, obra inacabada que é cercada de lendas.

    Iniciada por franciscanos, a construção seria a Igreja de São Francisco de Paula, mas não foi concluída.

    Uma lenda conta que embaixo da construção há um tesouro enterrado, despertando a imaginação de vários curiosos.

    Atualmente, o local é cercado por grades e preservado como patrimônio de Curitiba.

    Ao lado das Ruínas está o Belvedere, construção de 1915. A casa já abrigou a primeira rádio do Paraná (e terceira do Brasil), já foi observatório astronômico e meteorológico e desde 1962 é a sede da União Cívica Feminina.

    Na década de 30, a região começou a ser tomada por feirantes, com descendência alemã, italiana ou polonesa.

    Os comerciantes saiam de seus bairros e iam até o São Francisco para vender ovos, legumes, verduras, galinhas, queijos, salames e frutas, se reunindo principalmente no Largo da Ordem.

    Os cavalos costumavam beber água na fonte do Largo, instalada em 1932 e mantida até hoje.

    Esse foi um dos principais movimentos que tornaram a região um polo comercial. Na década seguinte, período da Segunda Guerra e do Varguismo, a região sofreu algumas ações que marcaram a população.

    A Sociedade Garibaldi foi ocupada por militares brasileiros, tirando assim os italianos de “sua casa”, e o Clube Concórdia foi depredado, por conta da proibição de que professores alemães pudessem lecionar. Racionamento de comida e blackouts eram constantes, até que a situação na Europa se resolvesse.

    Por conta de sua importância na história da cidade, a região do Largo da Ordem foi considerada Setor Especial de Preservação Cultural, através de lei municipal.

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