Moto nova ou usada: qual é a melhor opção? Veja os prós e contras

    Comprar uma moto nova ou usada? Se você está em meio a essa indecisão, aqui vamos explicar tanto as vantagens quanto as desvantagens de ambas as opções

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão1 ano atrás

    Pilotar uma moto pela vastidão das rodovias é uma experiência empoderadora. Apesar dos receios a respeito da segurança do veículo, nenhuma outra forma de transporte confere tanta liberdade ao motorista.

    Esse é um dos principais motivos que fazem os pilotos de motos serem adeptos ferrenhos a essa forma de transporte.

    Isso posto, elaboramos um post voltado ao público que já é motoqueiro e àquele que pretende ser. Afinal de contas, entre a enorme variedade de modelos disponíveis no mercado, qual é o melhor negócio: comprar uma moto nova ou usada? Se você está aflito em meio a essa indecisão, anime-se!

    Aqui, vamos explicar tanto as vantagens quanto as desvantagens de ambas as opções. Em primeiro lugar, é importante entender que todo bônus tem um ônus.

    Por isso, mesmo se você encontrar aquele negócio fantástico de uma usada, com um excelente valor, desconfie! Considere a altíssima taxa de roubos de motocicletas no Brasil.

    Não pense nessa reflexão como uma forma de coibir o seu desejo de ter uma moto, mas, sim, como uma incentivadora para buscar negócios com pessoas idôneas, vendendo motos com procedência.

    Por fim, o intuito é fazer com que você, ao final desta leitura, esteja apto a encontrar o melhor negócio, sem prejuízos.

    Portanto, acomode-se e tenha uma boa leitura!

    Os prós e contras de comprar uma moto nova ou usada

    Na maioria das vezes, o melhor negócio é aquele pago à vista, em concessionária, por uma moto zero quilômetro. Mas convenhamos, esse pode ser um cenário idealista para grande parte da população.

    Seja pelo aumento progressivo dos itens industrializados ou por complicações financeiras, as quais acabam impedindo que alguns possam ter acesso a programas de financiamento ou consórcio.

    Sendo assim, apresentaremos abaixo alguns critérios que podem pontuar a favor ou contra as motos novas ou usadas.

    Mas o que pesará, na realidade, será a sua circunstância, pois você deve sempre tomar ações de acordo com suas possibilidades, conseguindo o bem, mas sem prejudicar o seu orçamento. Confira!

    1. Documentação e procedência

    Esse primeiro fato é bastante favorável às motos novas, porque motos zero quilômetro têm procedência imaculada: o único lugar pelo qual passaram foi a fábrica, não existindo nenhum débito estatal, infrações ou registros em sinistro.

    Portanto, precisamos considerar que, nesse critério, as motos novas saem vitoriosas!

    No entanto, para quem está determinado a comprar uma motocicleta usada, não há motivo para pânico, bastando consultar o histórico com cautela.

    Para tanto, você poderá fazer uma visita pessoal ao DETRAN da sua região, solicitando a baixa sobre o veículo ao informar a placa, e também consultar a Polícia Rodoviária Federal, no intuito de descobrir algum histórico criminal do veículo.

    Caso você esteja muito interessado em uma motocicleta em específico, pode valer a pena pagar por um laudo virtual, como o oferecido pela Checkauto.

    Um dossiê completo consegue averiguar até mesmo se a moto já participou de leilões, acidentes, recalls, entre outros. O serviço também disponibiliza uma consulta gratuita, mas com informações limitadas.

    2. Valor

    Os valores que distanciam as motos novos de usadas não são tão violentos quanto entre os carros. Isso acontece devido ao valor agregado do bem.

    Basta considerarmos que uma moto nova e popular custa cerca de R$ 10 mil e que um automóvel da mesma categoria pode chegar a R$ 40 mil.

    Por esse motivo, a desvalorização nas motos não é tão contrastante como a vista nos carros. A exemplo, um carro popular, que desvaloriza 20% ao final do primeiro ano de uso, apresentaria a seguinte diferença:

    • carro popular zero km = R$ 40 mil; após um ano de uso, R$ 32 mil

    Em contrapartida, as motos possuem uma desvalorização na casa de 15% anuais. Dessa forma, seria algo como:

    • moto popular zero km = R$ 10 mil; após um ano de uso, R$ 8.500

    Portanto, para aqueles que gostariam de uma moto zero, o valor pode não ser tão conflitante. No entanto, quando a economia for a prioridade máxima, com todo real precisando ser poupado, compre uma usada!

    Afinal de contas, uma moto com um ano é considerada seminova e, sendo bem conservada, apresentará a mesma qualidade de uma zero quilômetro.

    Mesmo se a moto possuir alguns anos de estrada, sendo bem cuidada (evidenciando o capricho do antigo dono para com ela), pode representar um bom negócio.

    3. Manutenção

    Outro fator importante para sua decisão envolve os custos de manutenção somados ao índice de reparabilidade.

    Considere que as motos novas possuem garantia de fábrica, variando de 1 até 5 anos, a depender da montadora. Com isso, você estará isento de custos de possíveis defeitos ao longo da sua experiência com o veículo.

    Além disso, motos zero quilômetro geralmente contam com um preço justo de revisões fixas, garantindo a possibilidade de planejamento do proprietário.

    Tratando-se das motos usadas, podemos considerar que, geralmente, elas estarão fora do período de garantia.

    Sendo assim, você estará sujeito a qualquer defeito inerente ao tempo de uso dela, precisando arcar integralmente com valores de peça e mão de obra.

    4. Seguro

    Nos carros, o seguro é uma possibilidade vantajosa apenas para os veículos zero quilômetro. Automóveis usados são interpretados estatisticamente como mais suscetíveis a quebrarem, tendo apólices mais caras e completamente incompatíveis com essa proposta de aquisição, ou seja, a de ser mais acessível.

    No entanto, com as motos, a história é diferente. O seguro total ainda é mais viável para as motos novas. Porém, aquelas que são usadas não estão renegadas à sorte ou ao azar da criminalidade urbana.

    Basta que o proprietário contrate uma apólice de seguro parcial, com valores mais baixos. Como o nome sugere, a apólice parcial não possui uma cobertura completa e precisa ser lida e interpretada com cuidado.

    Se você chegou até aqui, pode até ter a impressão de que é muita coisa para a simples tarefa de adquirir uma moto.

    No entanto, tenha em mente que é indispensável se assegurar de que você levará para casa um veículo com procedência, de um vendedor idôneo, e em bom estado.

    E aí, acha que este post lhe ajudou a decidir entre uma moto nova ou usada? Então, compartilhe este conteúdo com os seus amigos nas suas redes sociais. Dessa maneira, você ajudará as pessoas que estão com as mesmas dúvidas!