O que você deve observar para fazer financiamento de moto?

    Para que você possa fazer financiamento de moto sem estresse algum, reunimos todas essas informações a seguir. Confira atenciosamente!

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão4 meses atrás

    Semelhantemente ao que acontece com os carros, o financiamento é uma das opções mais cômodas e acessíveis de se adquirir uma moto. Todas as vantagens já conhecidas do financiamento veicular valem aqui também.

    Você pode retirar o bem imediatamente, sem a necessidade de esperar (como acontece nos consórcios). Há, ainda, a opção — que varia conforme a situação econômica do país e o histórico do cliente — de comprar sem entrada. 

    Mas, como toda boa decisão na vida, é preciso planejamento. Quais são os tipos de financiamento? É possível negociar os juros? Qual a documentação necessária? E os riscos?

    Para que você possa fazer financiamento de moto sem estresse algum, reunimos todas essas informações a seguir. Confira!

    Quais são os tipos de financiamento?

    Aqui, falaremos das modalidades mais conhecidas no mercado brasileiro: o CDC e o leasing.

    CDC

    O Crédito Direto ao Consumidor é a forma mais popular de financiamento entre os brasileiros. Seja para um carro, uma moto ou até mesmo uma casa, o CDC funciona da seguinte maneira:

    • você contrata um empréstimo/crédito com o banco ou a instituição financeira, que será destinado ao pagamento do valor do bem. Ele pode ser integral, na ausência de entrada, ou residual, quitando o restante pós-entrada; 
    • então, você passará a dever a instituição que financiou o bem. O pagamento será dividido em parcelas mensais, com o acréscimo de juros; 
    • os juros são fixos e o valor das parcelas não flutuam. Tudo isso é acordado durante a confecção do contrato; 
    • negócio fechado e contrato assinado, você já sai pilotando a moto se ela estiver disponível na concessionária/loja. Não há esperas para contemplação ou sorteio. 

    As vantagens do CDC são:

    • prontidão na retirada do bem;
    • parcelas e juros fixados no momento do contrato;
    • prazo flexível (até 48/60 meses);
    • possibilidade de antecipar quitação;
    • negociação flexível caso disponha de uma boa entrada, com uma possível obtenção de taxas de juros mais confortáveis.

    Já as desvantagens envolvem a incisão do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e os juros altíssimos quando o financiamento for a longo prazo. Há o risco de busca e apreensão da moto em caso de inadimplência, pela instituição credora, que vai leiloar o bem para quitar a dívida.

    Leasing

    Trata-se de um método de baixa popularidade no Brasil, que consiste no arrendamento do bem. Ou seja: você paga parcelas mensais, que configuram o aluguel da moto por período de vigência do contrato. Aqui, as vantagens são:

    • taxa de juros fixas;
    • parcelas menores do que no financiamento;
    • não há incisão do IOF pelo Banco Central;
    • não é considerado uma operação financeira.

    Já sua desvantagem está relacionada à dificuldade de negociar taxas de juros, parcelas e entradas. Tudo isso costuma ser tabelado pelas montadoras: não se pode quitar antecipadamente e, ao final do contrato, o bem só passa a ser seu se você fizer um pagamento residual.

    O risco é semelhante ao do CDC — se a pessoa não paga, o bem é apreendido e vai a leilão, para que a dívida seja quitada. A diferença é que você não fica com nenhum valor residual arrecadado no leilão após o pagamento da dívida.

    Qual a documentação necessária?

    Seja no CDC, seja no leasing, é indispensável a apresentação de um documento de identificação com foto (identidade ou CNH) e de comprovantes de estado civil e rendimento. A depender da instituição com a qual você vai financiar, algumas outras condições podem ser consultadas em seu respectivo site. 

    Como negociar uma redução na taxa de juros?

    Tudo envolve histórico e garantias. Entenda.

    CPF limpo

    É necessário frisar que dificilmente alguém consegue financiar qualquer tipo de bem com alguma restrição no Serasa, SPC ou BACEN. Por isso, caso não tenha certeza a respeito de seu nome, faça um cadastro no Serasa Consumidor para consultar seu CPF e score gratuitamente.

    Caso esteja negativado, quite seus débitos antes de tentar contrair o crédito de um financiamento. Dessa maneira, você evita constrangimentos desnecessários.

    Bendita entrada 

    Logo falaremos do financiamento sem ela, porém saiba: a entrada é uma das maiores garantias de se conseguir uma excelente taxa de juros.

    Entenda que o banco (ou a financeira) trabalha com um sistema estatístico de cálculo de riscos e probabilidades, tanto de serem pagos quanto sofrerem “calotes”.

    Para obter uma baixa taxa de juros, é interessante que você tenha um bom score (pontuação adquirida por meio do seu histórico como consumidor) e, principalmente, uma boa entrada.

    Afinal de contas, que maior garantia há para um banco de que você vai pagar uma dívida do que começar quitando uma boa fatia dela? Existem épocas de promoção em que as lojas ofertam taxa zero a partir de determinado valor de entrada. 

    E como fazer financiamento de moto sem entrada?

    Vale ressaltar que é possível, porém difícil. E o momento de instabilidade econômica do país contribui para isso.

    Para conseguir eliminar a entrada, você precisa ter um bom histórico como consumidor e a consciência de que isso o fará financiar um crédito muito maior ao longo do tempo — de duas a três vezes o valor original do bem.

    Quanto da minha renda posso comprometer com as parcelas?

    O ideal é que você limite os gastos referentes à moto a até 30% de sua renda líquida. Digamos, por exemplo, que João tenha uma renda líquida mensal de R$ 10 mil. Ele poderá comprometer, no máximo, R$ 3 mil por mês com o financiamento.

    Mas não se iluda. Para um bom controle financeiro, considere que, nos gastos referentes ao veículo, deva-se incluir não somente a parcela, mas também as despesas estimadas com seguro, impostos, manutenções e combustível.

    Por fim, lembre-se de que, para colocar uma moto na garagem mantendo o dinheiro no bolso e um sorriso no rosto, é preciso planejamento e disciplina. Some as dicas acima à prática de simular o financiamento em todas as instituições possíveis.

    É natural que você tenha um banco predileto, com o qual mantenha um excelente relacionamento, e, provavelmente, consiga as melhores condições por lá. Mas lembre-se de tirar proveito do livre mercado e checar o maior número de opções possível.

    E então? Nossas informações vão ajudar você na hora de fazer financiamento de moto? Compartilhe este post em suas redes sociais e ajude seus colegas a evitarem uma furada quando forem financiar!

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