Pisos para cozinha: saiba tudo sobre eles

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão4 meses atrás

    Poucos itens valorizam tanto um ambiente quanto o piso. Afinal, ele é o grande responsável por envelopar o contexto da decoração do seu imóvel, enaltecendo o valor estético de toda a mobília, aparelhagem e demais adereços, conferindo a cada espaço uma aparência singular. No entanto, a escolha pelo piso ideal não se resume exclusivamente à estética.

    Os ambientes mais propensos à sujeira, umidade e demais fatores do uso intenso tornam o processo de decisão mais complicado, exigindo bom gosto e funcionalidade.

    Dessa forma, além de considerar as cores, formatos e desenhos, torna-se fundamental pensar na praticidade, facilidade de limpeza, aderência a resíduos, entre outras considerações que terão impacto direto nos usos diários do revestimento.

    O principal cômodo a exigir toda essa reflexão é a cozinha. Os pisos dessa parte tão essencial de uma casa precisam conciliar o seu gosto visual com a praticidade de circulação e uso no cotidiano.

    Por isso, os pisos desse nicho apresentam uma infinidade de acabamentos, materiais e propósitos.

    Para ajudar os futuros proprietários a resolverem esses dilemas quanto a escolha do piso ideal, trazemos neste post tudo o que você precisa sobre os pisos para cozinha.

    Aqui, você terá a oportunidade de conhecer as diferentes opções, quais suas vantagens e como combiná-las com o seu projeto de decoração! Sem mais demoras, acompanhe!

    1. Tipos de pisos para cozinha e suas características

    Em essência, os pisos para os ambientes mais funcionais da casa tendem a apresentar mais especificidades. Por tal motivo, é comum que ao comprar azulejos tanto para a cozinha, quanto para o banheiro você se depare com informações que expliquem a resistência do material a temperaturas, grau de umidade, nível de aderência, entre outras questões.

    Afinal, esses atributos são fatores importantes para o recobrimento desses ambientes, que serão molhados, aquecidos e sujos com uma frequência muito maior que os revestimentos das salas e quartos, por exemplo.

    Mas, fique tranquilo! Não é porque você precisa considerar a funcionalidade de um ambiente que não conseguirá ter uma daquelas cozinhas bonitas das magazines de decoração!

    Os setores da arquitetura e materiais de construção estão sempre atentos a essas demandas de facilidade que a vida moderna, mais corrida e apressada, exige também dos ambientes domésticos.

    Assim, o mercado de decoração conta com uma infinidade de modelos que entregam beleza aliada a utilidade, o que garante a certeza de que você terá o melhor resultado possível, tanto estético quanto funcionalmente.

    Nesta seção elencamos os cinco tipos de pisos para cozinha disponíveis no mercado, especificando suas principais características e destacando seus pontos altos e baixos.

    Como é comum em todos os mercados, produtos de melhor qualidade terão preços mais elevados. Para ajudá-lo a avaliar o custo/benefício do piso que deseja, trazemos uma breve consideração em relação ao custo de cada material, o que não deixa de ser um fator essencial ao projeto de decoração de uma cozinha.

    Confira!

    1.1. Os pisos de pedra

    Caso você tenha explorado com certa frequência os centros de decoração — físicos ou virtuais — é possível que já tenha percebido que os pisos de pedra representam uma escolha luxuosa. Rochas como mármore e granito são a base de extração destes pisos, por isso, acabam tendo sua aparência limitada a estética natural das pedras — o que definitivamente não é um problema!

    As texturas presentes nestas opções serão sempre únicas, haja visto que dificilmente os padrões de sangra das rochas serão repetidos.

    Portanto, dado a exclusividade dos materiais e todo o processo de extração, essas opções têm custo bastante elevado.

    Quanto à facilidade cotidiana para a cozinha, ambas as pedras são práticas, pois a limpeza é bem facilitada.

    A distinção funcional entre estas pedras é apenas uma: o granito impede com maior eficiência as infiltrações.

    Dessa maneira, o granito acaba sendo uma melhor escolha tanto para bancadas quanto para o piso. É a opção ideal para quem conta com um orçamento folgado e busca por um visual moderno, minimalista e luxuoso.

    1.2. Os pisos de porcelanato

    Esta é uma opção que caiu nas graças do consumidor no Brasil e no mundo. Os pisos de porcelanato são incomparáveis quando o critério é o brilho.

    Todo o ambiente é magnificado pela aparência semi-espelhada e pelo visual claro da maioria das opções com esse acabamento. O espelhamento e a claridade ampliam os cômodos, conferindo um efeito contrário ao que se obtém com superfícies foscas ou escuras, que enclausuram o ambiente.

    Falando em funcionalidade, o porcelanato também apresenta bons atributos. Assim como os pisos de pedra, a sua limpeza é bastante facilitada, seja na remoção de líquidos, poeiras ou sujeiras viscosas, tudo sai rápido e facilmente.

    Entretanto, o porcelanato se sobressai em relação aos pisos de pedra por sua alta resistência à abrasão.

    Outro ponto positivo dessa opção em relação às pedras: a versatilidade estética do material. Você encontrará pisos de porcelanato com inúmeras cores, nas mais variadas texturas. Toda essa versatilidade fez o porcelanato ser um revestimento coringa, podendo ser aplicado nos cômodos funcionais — banheiros e cozinhas — e nos de repouso — como as salas e os quartos.

    Com relação ao preço, eles têm valores mais elevados, sendo superados apenas pelos revestimentos de pedra. Os porcelanatos não têm a exclusividade e dificuldade de extração das pedras, sendo um insumo integralmente industrializado e de fácil substituição.

    A instalação pode ser um pouco trabalhosa, mas definitivamente compensa o esforço. É a opção ideal para quem busca versatilidade, em meio a estética e funcionalidade.

    1.3. Os pisos vinílicos

    Apesar de serem uma opção que pode ser do interesse de muitas pessoas, os pisos vinílicos podem não ser a melhor escolha para as cozinhas.

    Certamente eles reúnem muitos pontos positivos. Um deles é a versatilidade do estilo, sendo encontradas muitas estampas e designs disponíveis no mercado.

    Outro é sua capacidade isolante, tanto térmica quanto acústica. Outra qualidade irrefutável é o fato de não absorver poeira e nem apresentar manchas, sendo ainda uma opção ambientalmente amigável.

    Além de tudo isso, a instalação é muito fácil, exigindo apenas cola no momento de aplicação. E são ainda confortáveis, devido a sua maciez ao toque.

    Com todas estas vantagens, como é possível ser uma opção ruim? — você pode se perguntar.

    Bem, os pisos vinílicos possuem algumas restrições quanto a serem molhados, não sendo tão resistentes no longo prazo. Quando falamos em cozinhas, essas características acabam desqualificado os pisos vinílicos para esse ambiente.

    Eles não têm resistência a abrasão, exigindo calços de feltro em todas as mobílias com muita movimentação, como os pés de cadeiras ou mesas, para evitar desgastes no curto prazo.

    Além de tudo isso, se uma panela quente, ou água fervente cair sobre o piso, você terá problemas, já que eles têm pouca resistência a temperatura, ao contrário das pedras e do porcelanato.

    Enfim, os pisos vinílicos são uma opção rica esteticamente, mas pouco funcional tratando-se de cozinhas. No entanto, para os outros ambientes da casa, eles podem ser uma opção muito interessante. São adequados aos cômodos de pouco tráfego e maior demanda por conforto ou silêncio, como os quartos — especialmente os de bebê.

    Para esses ambientes de descanso é uma opção muito vantajosa, tendo ainda um preço consideravelmente mais acessível que os assoalhos de madeira, por exemplo.

    1.4. Pisos de cerâmica

    Tradicionalmente, a utilização de cerâmica nos pisos data de muito tempo atrás. Ainda hoje é a escolha de alguns consumidores que buscam estilo e facilidade na hora da limpeza.

    Um ponto importante a ser considerado na hora da escolha das peças é quanto a sua qualidade, pois, esse é um material que apresenta mais de uma linha no mercado, indo da mais nobre ao refugo.

    Os fabricantes desse acabamento costumam disponibilizar três categorias, com base nos defeitos visíveis na peça, detalhes cruciais no processo de precificação. A primeira linha, denominada A, recebe a garantia de qualidade e durabilidade — quase 100% das peças são perfeitas esteticamente, sem falha alguma na textura.

    A segunda linha, categorizada como B ou C, tem defeitos claros no padrão dos pisos, no entanto, as fabricantes endossam a durabilidade da peça, garantindo que são tão resistentes quanto a da linha A. São de segunda linha apenas pelo menor apelo visual, ocasionado pelas imperfeições.

    Por fim, há a cerâmica da categoria D, tida como refugo. É uma peça caracterizada por muitos defeitos visuais e por não receber o crivo de durabilidade do fabricante.

    A relação entre custo e benefício na escolha de cerâmicas dessa linha deve ser bem observada. Mesmo para orçamentos mais apertados ou ambientes menos nobres, pode haver opções mais vantajosas. Da primeira à terceira linha, o preço dos pisos de cerâmica caem em função da queda de qualidade.

    1.5. Os pisos hidráulicos

    Os pisos hidráulicos são uma opção que consegue equilibrar o melhor de todos os mundos. Ainda assim, não será a escolha certa para todos os consumidores.

    Primeiro, falaremos de estética. Instalar ladrilhos hidráulicos é ter a certeza de alcançar estilo na sua cozinha. Essa opção é memoravelmente representada por estampas nostálgicas, garantindo uma viagem a década de 70.

    Eles possuem boa resistência a abrasão, dispensando calços nas mobílias e, quando bem instalados e nivelados, são resistentes ao impacto.

    Existem duas variantes dessa opção: os de cimento — não recomendáveis aos ambientes com presença de água, dada a absorção de manchas — e os fabricados a partir da cerâmica, ideais para as cozinhas e banheiros.

    Mas afinal, por que ele equilibra o melhor de todos os mundos? Por reunir a praticidade — resistindo a água, abrasão e sendo fácil de limpar — à estética, com uma infinidade de estampas retrô e, por fim, embalar tudo isso a um preço acessível, sendo substancialmente mais barato que os pisos de pedra e porcelanato. É uma opção muito interessante para os orçamentos mais contidos e que se identificam com o estilo retrô.

    2. O que pensar na hora da escolha?

    Agora você já conhece as principais opções de pisos disponíveis no mercado, mas é válido lembrar que existem muitas outras, que podem sim representar aquilo que você busca.

    Neste artigo optamos por desconsiderar os pisos totalmente inadequados para cozinhas, como é o caso dos assoalhos de madeira, que mancham ou formam bolhas com o contato com água ou os pisos de carpete, em que a combinação de tecido, água e fogo fala por si só.

    Além das opções que listamos acima, é interessante lembrar da tinta para piso, oferecendo um refúgio estético para alguns acabamentos. Isto posto, é momento para você conferir os três critérios fundamentais na escolha do piso ideal, em que você precisará conciliar a funcionalidade do ambiente, a estética da cozinha, com o orçamento disponível. Vamos lá?

    2.1. Critério funcional

    Primeiro, você precisa considerar o quanto você utiliza a sua cozinha.

    Tratando-se de um ambiente para raras refeições, você talvez até possa arriscar no piso vinílico ou opções de cerâmica mais baratas. Porém, se a cozinha da sua casa representa um ambiente de reunião, com magníficas receitas em família, muita confusão e intensa circulação é preciso pesar mais forte o critério de funcionalidade.

    Nesse caso, verifique o grau de aderência às sujeiras, a resistência a líquidos, resistência a abrasões — como o arrastar de cadeiras e eletrodomésticos, resistência ao impacto de itens pesados e pontiagudos, etc.

    Quanto mais você pensar nas situações que a sua cozinha estará sujeita, menores serão os riscos de se arrepender com a escolha do piso.

    2.2. Critério estético

    Neste critério o que vale é ponderar o estilo do ambiente e o seu estilo pessoal. Por exemplo, em uma decoração em cozinha pequena pode ser interessante evitar o granito negro, que apesar de belo e luxuoso, pode contribuir para deixar o ambiente mais fechado e claustrofóbico.

    O melhor aqui é ampliar o ambiente com claridade e espelhamento. Também é precisa considerar o casamento das mobílias com o piso, para não haver uma poluição visual e estressante no ambiente.

    Pisos de porcelanato proporcionam algumas opções de cores vibrantes, como amarelo, azul e vermelho, enquanto os pisos hidráulicos podem ser tão retrôs e psicodélicos que acabam roubando toda a atenção do ambiente.

    Como esse é um critério passional e muito subjetivo não há necessidade de sentir-se preso. Apenas imagine e escolha com base na cozinha que você quer.

    2.3. Critério financeiro

    O orçamento disponível é essencial em qualquer planejamento, mas em um primeiro momento pode ser interessante considerá-lo como um critério de conclusão, direcionando a pesquisa do desejado para o realizável.

    Assim, você consegue mensurar melhor os custos e benefícios dentro do que você deseja e do que pode pagar.

    Primeiro, determine a funcionalidade da cozinha, depois o estilo, e por fim verifique o orçamento disponível.

    Como vimos, o pico do preço está nas opções de pedra e porcelanato, com o custo caindo de maneira estável nas opções hidráulicas e cerâmicas.

    Bastante coisa, não é? O importante é ter em mente que após todo esse processo, você conseguirá chegar ao piso mais interessante para seu uso e escolhas pessoais de estilo e conforto, fazendo da sua cozinha um lugar agradável, como todos os ambientes de uma casa devem ser.

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