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Queda da Selic e mercado imobiliário: um novo cenário começa a se desenhar em 2026

Queda da Selic e mercado imobiliário devem impulsionar o crédito e a retomada das vendas em 2026, criando um bom cenário para investidores.

Queda da Selic e mercado imobiliário: um novo cenário começa a se desenhar em 2026

A queda da Selic deu um novo folêgo para o mercado imobiliário, após um período marcado por juros elevados, restrição ao crédito e maior cautela por parte de compradores e investidores.

Com a redução dos juros, o cenário tende a se tornar mais favorável, ampliando o acesso ao financiamento imobiliário e estimulando a retomada das vendas no setor.

A possível queda da Selic, aliada ao crédito mais disponível e à continuidade de políticas habitacionais, pode impulsionar um novo ciclo de crescimento no setor.

Apesar das incertezas políticas e econômicas, especialistas veem um cenário mais favorável do que nos últimos anos, sobretudo para segmentos dependentes do crédito imobiliário.

A queda da Selic como principal motor do novo ciclo

A taxa básica de juros é um dos fatores mais determinantes para o desempenho do mercado imobiliário.

Com a expectativa de queda da Selic em 2026, entre 2 e 3 pontos percentuais, o crédito tende a ficar mais barato, ampliando o acesso aos financiamentos para mais famílias.

Esse movimento é particularmente relevante para a classe média, que foi a mais impactada pelo ciclo de juros altos.

Durante esse período, muitos potenciais compradores adiaram decisões de compra devido às parcelas elevadas e às exigências mais rígidas impostas pelos bancos.

Segundo a Abrainc, cada ponto percentual de queda da Selic pode permitir que cerca de 160 mil novas famílias tenham acesso ao financiamento imobiliário.

Isso demonstra o efeito direto da política monetária sobre a dinâmica do setor.

Crédito imobiliário mais amplo e condições mais favoráveis

Além da redução dos juros, o mercado imobiliário deve se beneficiar de uma ampliação relevante das fontes de crédito em 2026.

Um dos destaques é o aumento do orçamento do FGTS destinado ao financiamento habitacional, que deve passar de R$ 127 bilhões para R$ 144 bilhões.

Esse reforço de recursos tende a aliviar gargalos históricos de financiamento, principalmente para imóveis de menor valor, e contribui para manter o ritmo de lançamentos e vendas em diferentes regiões do país.

Outro ponto importante é a expectativa de mudanças no Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

Com ajustes como maior percentual financiado e flexibilização da poupança, o mercado pode receber entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões adicionais em crédito imobiliário.

Minha Casa Minha Vida segue como pilar do setor

O programa Minha Casa Minha Vida continua exercendo papel central no mercado imobiliário brasileiro.

Em grandes centros como São Paulo, ele já responde por cerca de 65% da produção imobiliária, ante aproximadamente 45% em 2023.

Esse avanço resulta da combinação entre subsídios governamentais, juros menores no programa e preços mais alinhados à renda da população.

Como resultado, o segmento popular mantém maior liquidez mesmo em cenários econômicos mais desafiadores.

Para 2026, a expectativa é que o programa siga impulsionando lançamentos e vendas, funcionando como um amortecedor para eventuais oscilações macroeconômicas.

Desempenho desigual entre os segmentos de mercado

Apesar do otimismo geral, o impacto da queda da Selic e da ampliação do crédito não será uniforme entre os diferentes segmentos do mercado imobiliário.

O segmento de renda média, que engloba imóveis com valores entre R$ 700 mil e R$ 1,5 milhão, ainda enfrenta desafios. 

Esse público depende fortemente de financiamento e foi diretamente afetado pelos juros elevados dos últimos anos. 

A melhora tende a ser gradual, acompanhando a redução efetiva das taxas e a maior previsibilidade econômica.

Já o mercado de alto padrão, com imóveis acima de R$ 2 milhões, apresenta dinâmica distinta. 

Nesse segmento, o crédito bancário é menos relevante, e as decisões de compra priorizam preservação de patrimônio, diversificação de investimentos e qualidade de vida.

Segurança jurídica e visão de longo prazo sustentam investimentos

Mesmo com o calendário eleitoral no radar, líderes do setor de construção civil e incorporação afirmam que o mercado imobiliário opera com uma lógica de longo prazo.

Projetos são planejados com anos de antecedência, o que reduz a sensibilidade imediata a mudanças políticas pontuais.

Além disso, há percepção de estabilidade jurídica que sustenta investimentos em regiões com demanda estrutural e infraestrutura consolidada.

Impactos nos fundos imobiliários e no mercado de locação

A tendência de queda dos juros também deve gerar reflexos positivos nos fundos de investimento imobiliário, especialmente os chamados fundos “de tijolo”. 

Com juros mais baixos, esses ativos se tornam relativamente mais atrativos, o que pode estimular novos aportes e valorizações.

No mercado físico, a expectativa é de redução gradual da vacância em segmentos como logística e escritórios, além de um aquecimento do mercado de locação residencial. 

O primeiro semestre de 2026 tende a ser mais dinâmico, enquanto o segundo semestre pode sofrer influência de fatores sazonais, como o calendário eleitoral e grandes eventos esportivos.

Perspectivas tributárias e efeitos de médio prazo

Embora mudanças tributárias ainda estejam em fase inicial de implementação, especialistas avaliam que o setor imobiliário pode se beneficiar de ajustes graduais ao longo dos próximos anos. 

Esses efeitos não devem ser imediatos, mas podem contribuir para maior previsibilidade e eficiência no médio e longo prazo.

Um novo ciclo em construção

Em síntese, a combinação entre a queda da Selic, a expansão do crédito, o fortalecimento do Minha Casa Minha Vida e a manutenção da confiança dos investidores cria bases sólidas para um novo ciclo do mercado imobiliário em 2026.

Ainda que os desafios permaneçam, o cenário aponta para uma retomada mais consistente, especialmente para quem acompanha o setor com visão estratégica e foco no longo prazo.

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