Kitsch: cult e descolado, mas sem exageros

    O estilo kitsch é o oposto do clássico, garantindo ainda mais personalidade aos ambientes e adicionando a eles um toque retrô. Mas é preciso medir a dose.

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão4 anos atrás

    Kitsch: cult e descolado.

    A princípio, kitsch é criar um visual inusitado e harmonioso a partir de elementos que aparentemente não combinam entre si. Quando empregado com sabedoria, remete à atitude, à vanguarda e à nostalgia. O kitsch é um estilo de decoração que está mais presente no dia a dia do que as pessoas imaginam, mas que nem sempre é reconhecido pelo nome.

    Muito questionado na arquitetura e decoração, o kitsch nasceu a partir do fenômeno conhecido como sociedade de massa, na qual a produção artística e cultural era destinada a abranger uma parte maior da população. O kitsch é chique, cult e polêmico, é o contrário do clássico. Trata-se do resgate de peças muito utilizadas, como o pinguim de geladeira ou réplicas de quadros famosos. Porém, nem sempre o kitsch é uma cópia “escrachada” ou sem originalidade de algo que já existe.

    Kitsch deriva de um termo alemão, que significa reutilização de objetos, referindo-se a uma estética voltada para o lúdico. No Brasil é muito confundido com brega ou cafona, porém o kitsch baseia-se no exagero de objetos, nos contrastes e na “desadequação”.

    As cores predominantes no estilo kitsch são lilás, violeta, vermelho e rosa. Pode ser melodramático, exagerado, berrante e brega, ou sentimental e folclórico. Uma decoração que costuma ser alegre e original, misturando texturas e cores, compondo com objetos exóticos. Os elementos mais comuns do kitsch são: papel de parede com motivos geométricos, tecidos aveludados ou lustrosos, almofadas coloridas e objetos em forma de animais e frutas. Já os materiais são bem variados, e vão desde plásticos a peles sintéticas, passando por papel, vidro e cristal.

    Odiado por muitos, o estilo kitsch é admirado por quem busca uma ambientação personalizada e alternativa, com a “cara do dono”. O estilo, porém, requer cuidados por quem pretende aproveitá-lo. Afinal, a linha que separa o “cool” e o descolado do que é cafona e brega é bem delicada. A decoração kitsch possui muita personalidade e não agrada a todos os públicos, mas de fato é um estilo divertido e marcante que tem muitos adeptos. Apesar de singular, ele é bem eclético quando consideramos o ambiente em que estará inserido. O kitsch pode começar desde as paredes, utilizando cores fortes na pintura, até mesmo cores diferentes ou papéis de parede com estampa divertida, passando pelos móveis, geralmente com características de outras décadas, porém com roupagens novas, até chegar aos objetos de decoração, cortinas e luminárias.

    Tudo com muita cor e motivos inusitados, como estampas de frutas e folhagens na sala de estar. Para os que admiram o estilo, mas tem medo de errar ou de ficar over, o kitsch também pode ser inserido em pequenas doses em ambientes mais neutros através de quadros no estilo pop art e almofadas estampadas, por exemplo, sem esquecer que tudo deve ter um toque de cor, que é a característica mais marcante do kitsch.

    De modo geral, o kitsch agrada a todos que curtem miscelâneas de informações e gostam de colecionar objetos. Na decoração, o kitsch pode ser aproveitado pelos ‘garimpeiros’ de objetos carregados de histórias e lembranças, adicionando um toque retrô e dotando de ‘alma’ os espaços.

    Fonte: Caderno Imóveis & Decor, Jornal Em Tempo – 20 de setembro de 2015

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