Valorização imobiliária em capitais brasileiras: Salvador lidera o crescimento em 2025
Salvador é a cidade com maior valorização imobiliária entre capitais brasileiras em 2025, com crescimento acima de 16% nos preços de imóveis.
Fonte: FreepikA valorização imobiliária em capitais brasileiras voltou a ganhar força em 2025, mesmo em um cenário de juros ainda elevados e maior cautela do consumidor.
De acordo com dados do Índice FipeZAP, Salvador desponta como a capital com maior alta nos preços de imóveis residenciais, superando com folga a média nacional e chamando a atenção de investidores e profissionais do setor.
O levantamento, que acompanha o comportamento dos preços anunciados em dezenas de cidades do país, indica que o mercado imobiliário segue resiliente, impulsionado por fatores como escassez de imóveis bem localizados, demanda reprimida e mudanças no perfil do comprador.
O que é o Índice FipeZAP e por que ele é importante
O Índice FipeZAP é hoje uma das principais referências para análise da valorização imobiliária em capitais brasileiras.
Ele é calculado a partir de anúncios reais de imóveis residenciais e comerciais, permitindo acompanhar tanto a variação mensal quanto a evolução anual dos preços.
Esse indicador é amplamente utilizado por:
Investidores, para identificar mercados em expansão
Construtoras e incorporadoras, para embasar lançamentos
Corretores e imobiliárias, para precificação mais precisa
Compradores, que buscam entender se o momento é favorável
Em 2025, o índice mostrou uma tendência clara: embora o ritmo de crescimento não seja uniforme, várias capitais apresentam valorização acima da inflação, o que reforça o imóvel como ativo de proteção patrimonial.
Salvador é a capital com maior valorização imobiliária
Entre todas as capitais analisadas, Salvador lidera a valorização imobiliária no Brasil, com alta superior a 16% no período acumulado.
Esse desempenho coloca a capital baiana no topo do ranking nacional e reflete uma combinação de fatores econômicos, urbanos e demográficos.
A cidade vem passando por um processo de requalificação urbana, com investimentos em infraestrutura, mobilidade e turismo, o que aumenta o interesse por imóveis residenciais e de uso misto.
Além disso, bairros bem localizados, próximos à orla ou a centros comerciais, registraram uma pressão maior nos preços.
Outro ponto relevante é a oferta limitada de novos terrenos em regiões consolidadas, o que naturalmente eleva o valor do metro quadrado e sustenta a valorização no médio e longo prazo.
Outras capitais que se destacam na valorização imobiliária
Apesar do protagonismo de Salvador, outras capitais também apresentaram desempenho expressivo no ranking da valorização imobiliária em capitais brasileiras.
João Pessoa aparece logo atrás, com crescimento próximo de 15%, impulsionada por qualidade de vida, expansão urbana organizada e forte interesse de compradores de outros estados.
Já Vitória combina valorização consistente com um dos metros quadrados mais caros entre as capitais, refletindo alta renda média e escassez de terrenos.
Esses resultados mostram que o movimento de valorização não está restrito aos grandes centros tradicionais, como São Paulo e Rio de Janeiro, mas também alcança capitais médias com bom planejamento urbano e atratividade econômica.
Capitais com os imóveis mais caros do Brasil
Quando a análise considera o valor absoluto do metro quadrado, algumas cidades continuam liderando o ranking nacional.
Balneário Camboriú, embora não seja capital, segue como o município com o metro quadrado mais caro do país, puxado por empreendimentos de alto padrão e forte apelo turístico.
Entre as capitais, Vitória, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte apresentam preços médios acima de R$ 10 mil por metro quadrado em bairros valorizados.
Esse patamar reflete infraestrutura consolidada, alta densidade de serviços e demanda constante por moradia bem localizada.
Mesmo com preços elevados, essas cidades continuam atraindo compradores que enxergam o imóvel como reserva de valor e proteção contra a volatilidade econômica.
Mercados mais acessíveis e oportunidades de entrada
Por outro lado, o levantamento também revela cidades com preços médios mais baixos, o que pode representar oportunidades estratégicas.
Municípios como Pelotas, Betim e São Vicente apresentam valores por metro quadrado significativamente inferiores à média das capitais.
Esses mercados tendem a atrair investidores que buscam maior potencial de valorização no longo prazo ou compradores que priorizam custo de entrada mais acessível.
Em muitos casos, a valorização ocorre de forma gradual, acompanhando melhorias urbanas, crescimento econômico regional e aumento da demanda local.
O impacto do tamanho dos imóveis na valorização
Um dado relevante do estudo é o desempenho dos imóveis menores.
Unidades de um dormitório ou com metragem reduzida tiveram valorização acima da média em várias capitais.
Esse comportamento está ligado à mudança no perfil do comprador, que busca imóveis mais acessíveis, com menor valor total e custos reduzidos de manutenção.
Além disso, imóveis compactos são mais procurados para investimento e locação, especialmente em regiões centrais e próximas a polos de emprego, universidades e transporte público.
O que esperar da valorização imobiliária nos próximos anos
A tendência é que a valorização imobiliária em capitais brasileiras continue, ainda que em ritmos diferentes entre as cidades.
A expectativa de queda gradual dos juros, aliada ao déficit habitacional e à urbanização contínua, deve sustentar a demanda por imóveis.
Para quem pretende comprar, vender ou investir, acompanhar indicadores como o FipeZAP e entender as particularidades de cada mercado local se torna cada vez mais essencial para tomar decisões mais seguras e estratégicas.
