Checklist para comprar o carro usado sem dor de cabeça

    Checklist para comprar o carro usado ou seminovo sem dor de cabeça: confira o checklist do Chaves na Mão e garanta o melhor negócio.

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão5 meses atrás

    A aquisição de um veículo usado exige muito mais do que apenas entrar na concessionária, escolher um modelo e definir o pagamento, como na retirada de um zero km.

    Afinal de contas, nenhum carro usado é igual, mesmo quando se trata de um mesmo modelo. Isso acontece porque cada veículo tem um histórico específico na mão de diferentes donos, afetando o estado de conservação do bem de diversas maneiras.

    Mas não há motivo para se assustar. A compra de carro usado representa, na maioria das vezes, um excelente negócio.

    É claro que o processo é mais complicado e exige mais atenção pela quantidade de coisas para você se atentar, como documentação, histórico de acidentes, vistoria do exterior e interior e até mesmo a opinião sensata e profissional de um mecânico de confiança.

    Para evitar problemas e decepções futuras com seu quatro rodas, preparamos este checklist. Confira e esclareça suas dúvidas!

    Saiba escolher entre particular ou loja

    A diferença mais crucial entre esses dois é em que grau você está segurado. Optando por loja, o negócio estará sujeito à aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que prevê direitos — como a garantia e o direito inalienável de reclamar defeitos no prazo de 90 dias.

    Fechar negócio com particular significa sujeitar a operação e quaisquer transtornos dela sob a aplicação do Código Civil.

    Sendo assim, para exigir qualquer garantia ou reparação contra danos não previstos na compra, você precisará contratar um advogado e entrar com uma ação.

    Então recomenda-se, sempre que possível, optar pelo lojista, já que até para emitir uma reclamação o processo será mais ágil e transparente, contando com a assistência do estabelecimento.

    Verifique a documentação e a coerência das informações

    Essa é uma parte muito importante desta lista. Compreender e avaliar esse critério pode ser a diferença entre ter um carro “limpo” e um carro sinistrado — batido, leiloado ou roubado — na garagem.

    Portanto, atente-se à coerência de informações como:

    • o número de chassi marcado no carro precisa ser igual ao informado na documentação e nas outras partes do veículo — porta do motorista, sob o banco do passageiro e no motor;
    • a quilometragem indicada no painel coerente com a do anúncio;
    • a data constante na placa do automóvel precisa ser idêntica à informada no ano de fabricação;
    • o cadastro adimplente e sem pendências no Detran, que pode ser verificado com o Renavam e o Certificado de Registro do Veículo (CRV) em portais da Secretaria da Fazenda do Estado de documentação do carro.

    Notando divergências, questione o vendedor. Não tenha receio de parecer um cliente pedante. Quem está levando o bem para casa é você e não o vendedor.

    Logo, a preocupação de ter um bem legal juridicamente deve ser sua. Saiba que nem sempre isso significará problemas legais, mas sim mecânicos.

    Por exemplo, a diferença entre a numeração de chassi na documentação e em algumas peças, como o motor ou porta, pode indicar a substituição do componente, que pode ter sido necessária após uma batida.

    É importante ressaltar que existem serviços no mercado que proporcionam uma vistoria documental completa, como o Checkauto e o Carcheck, que com alguns dados do veículo conseguem averiguar débitos estaduais, alienação, registro de acidentes e até mesmo se houve ofertas de leilão para o automóvel em questão.

    Sempre que houver algo suspeito, questione o vendedor.

    Esteja atento à vistoria estética

    Você precisa estar atento a tudo. Negligenciar uma boa olhada no carro pode frustrá-lo ao descobrir danos após a compra. Para realmente evitar dor de cabeça, faça isso em um dia ensolarado. A noite e a chuva podem maquiar detalhes que, com certeza, serão descobertos mais tarde.

    Comece avaliando a pintura. A tarefa aqui é procurar por imperfeições que não são inerentes ao uso — como risquinhos no capô causados por pedregulhos — mas sim focar em bolhas, áreas de ferrugem ou resquícios de massa plástica que podem apontar o envolvimento do carro em um acidente.

    Estofamentos e revestimentos são os próximos. No caso de tecidos, basta procurar por rasgos e manchas. Nos couros — sintéticos ou naturais — verifique também por desbotamento e rachaduras causados pela exposição ao sol.

    É valido também estender essa olhada ao tecido do teto e das portas, assim como a revestimentos com muito desgaste, como a manopla e o volante.

    Ainda no interior do veículo, verifique se existe área enferrujada sob o tapete. Também suspeite de forros ou tapetes colados ao piso. Questione o vendedor o que esse revestimento está ocultando.

    Chame um mecânico para a vistoria mecânica

    Aqui entra a importância de trazer seu mecânico de confiança na avaliação do carro. Mesmo que você tenha um raso entendimento do que acontece em um motor, delegar essa avaliação a alguém com experiência só pode ajudar. Vocês deverão avaliar o estado de componentes como:

    • danos ou rachaduras em borrachas e mangueiras;
    • desgaste de correia;
    • desgaste e desalinhamento das polias de transmissão;
    • vazamento de água ou óleo dos reservatórios;
    • conservação e data da última troca de fluidos do freio, direção e câmbio.

    Fique muito ligado durante o test-drive

    Essa costuma ser a “hora da verdade”. Afinal de contas, nada como dirigir o carro para entender sua conservação. Na hora de testá-lo, lembre-se de:

    • avaliar se existem sons estranhos à rodagem;
    • verificar o comportamento dos freios (barulhos e frenagem deficiente), assim como o curso dos pedais — se apresenta resistência a pressão ou tremidas;
    • testar todos os comandos elétricos — faróis, limpadores, aberturas de porta-malas, travas, janelas, alarme; se é um botão com uma função elétrica, precisa ser testado;
    • avaliar o rebatimento dos bancos, assim como o dos cintos de segurança;
    • testar o ar-condicionado — se há um cheiro estranho que pode indicar a necessidade da troca do filtro.

    De fato, a compra de carro usado não é tão simples quanto a de um zero. Entretanto, se você seguir todas essas dicas, consegue um veículo por um valor excelente e a garantia de que fechou um ótimo negócio.

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