VW Jetta 2015: desempenho de esportivo em carroceria de sedã

    O Jetta 2015 ganhou mudanças no design e segue os líderes do segmento. A seu favor, um motor que proporciona diversão de esportivo numa carroceria de sedã.

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão5 anos atrás

    Jetta 2015

    O Volkswagen Jetta Highline 2.0 16VTSIDSG é um modelo ímpar no segmento dos sedãs médios.

    Com 211 cavalos, é o mais potente da turma, mas também cobra o preço: com todos os opcionais, pode custar o equivalente a uma versão de entrada de categoria superior.

    Na linha 2015, o veículo ganhou pequenas mudanças no design externo e segue na rabeira dos líderes Toyota Corolla e Honda Civic, querendo seu espaço ao Sol.

    A seu favor, um motor que proporciona diversão de esportivo numa carroceria (e visual) de carro de família.

    Foto: divulgação

    O Volkswagen Jetta TSI tem câmbio automatizado de dupla embreagem DSG de seis marchas com borboletas no volante.

    O carro oferece seis airbags (dois frontais, dois laterais e dois de cortina) e sistema IsoFix para fixação de cadeirinhas.

    A direção é elétrica e as rodas são aro 17 com freio a disco nas quatro rodas. O preço inicial é de R$ 94.930 ( julho de 2015).

    Esteticamente, o Jetta 2015 recebe mudanças bem pontuais: para-choques dianteiro e traseiro redesenhados e uma lanterna mais afilada.

    A partir da versão Comfortline, o Jetta exibe três filetes cromados na grade do radiador.

    A versão top tem a sigla TSI estampada na tampa do porta-malas. Opcional à parte, as luzes diurnas são compostas por 19 lâmpadas de LED que formam uma nova assinatura, bem invocada por sinal, tanto de dia como de noite.

    No interior, chama atenção a nova geração do volante multi funcional, já que o equipamento anterior ficou tão banalizado que equipava até o Gol.

    A versão top de linha tem o computador de bordo com mostrador colorido.

    Detalhes cromados no painel e acabamento em preto brilhante ao redor da alavanca de câmbio também chamam atenção.

    Foto: divulgação

    Tanto no visual externo, como na cabine, o modelo segue com a receita de design bem conservador. Há o predomínio de linhas retas e continuidade.

    Na dianteira, a linguagem de estilo Volkswagen é percebida, com as conhecidas lanternas da marca, presentes em vários modelos.

    Mas bom mesmo é saber que o fundamental do carro ainda está lá.

    O bloco 2.0 TSI é o mesmo que equipa o Golf GTI e o Fusca, mas com calibragens diferentes para cada modelo.

    No Jetta, rende 211 cavalos a 5.500 rotações e torque de 28,6 kgfm a meros 2.000 rotações. O tanque de 55 litros recebe apenas gasolina.

    Ao volante, temos um sedã com desempenho exemplar. Para ter ideia, o modelo faz de 0 a 100 km/h em 7,2s.

    Aceleração inferior ao Golf ( 6,5s), mas nada mal para um carro com vocação familiar.

    Além dos 9 cv a menos, o Jetta também é quase 60 kg mais pesado: 1.376 kg contra 1.317 kg do hatch.

    Mesmo assim, temos um modelo com retomadas e aceleração superiores aos rivais médios, inclusive ao motor turbo THP da Peugeot/Citröen.

    O powertrain é completo com caixa automatizada DSG de seis marchas.

    Há os modos Drive, que possibilita uma tocada mais suave, e o Sport, que estica ao máximo as marchas.

    Em movimento, ao selecionar esse modo, o carro reduz de cara duas marchas, aumentando o ruído do motor.

    Há ainda o modo Manual, trocas com borboletas no volante, que permitem mais controle do veículo.

    Para segurar esse conjunto, a Volks equipou o carro com freios a disco nas quatro rodas.

    No eixo dianteiro, os discos são ventilados. Há ainda controles de tração e estabilidade.

    Os pneus são 225/45 com rodas de liga leve de 17 polegadas. A suspensão é do tipo McPherson na frente e Multilink atrás e garante conforto, mesmo nas esburacadas vias e com os pneus de perfil baixo.

    Foto: divulgação

    O consumo, no entanto, não é dos melhores. No Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro, o modelo registra bons números de 8,9 km/l na cidade 12,1 km/l na estrada.

    Com o turbo oferecendo torque máximo com apenas 2.000 rpm, esperávamos índices melhores.

    O Jetta tirou nota C em relação à categoria e a todos os veículos analisados.

    Anda bem, mas bebe.

    O Jetta Highline recebe bem os ocupantes e oferece bastante espaço, inclusive para a turma de trás.

    São 4,659m de comprimento com 2,651m de distância entre eixos. Todos os cinco passageiros contam com cintos de segurança três pontos e encosto de cabeça.

    Outro ponto positivo é o enorme porta-malas, que leva 510 litros.

    Foto: divulgação

    O ar-condicionado é digital de duas zonas e com saídas de ar para o banco traseiro.

    O porta-luvas é refrigerado e as luzes internas podem ser configuradas e incluem iluminação para área dos pés.

    Os bancos dianteiros podem vir com aquecimento, item a parte no pacote Exclusive.

    O motorista encontra boa posição de dirigir, com comandos à mão e vários recursos no volante multifuncional, que pode ser regulado em altura e profundidade.

    O banco tem ajustes elétricos, inclusive de regulagem lombar no pacote Premium.

    Atrás, três pessoas viajam relativamente bem; duas com conforto e espaço para as penas.

    O encosto é bipartido e há apoio de braço com acesso ao porta malas.

    Foto: divulgação

    O acabamento é bom, com uso de materiais de qualidade e sensíveis ao toque no painel.

    Nas portas, há aplique de couro (pacote Exclusive) e uma faixa com detalhe que imita fibra de carbono e maçanetas cromadas.

    Porém, nas portas e pontos do console central, há também plástico duro, que depõem contra o veículo. Falha grave é a tampa do porta-malas.

    Além de não ser totalmente coberta, as alças não são do tipo pantográficas e sim “pescoço de ganso”. O Jetta merecia mais cuidado nesse ponto.

    A central multimídia oferece tela touchscreen de 5,8 polegadas com rádio, CD Player, Bluetooth, entrada para SD-Card, cabo de interface para iPod/ iPhone e 8 alto-falantes.

    Porém, o sistema é muito simples, a mesma encontrada em modelos mais baratos da marca, o que não condiz no disputado segmento dos sedãs-médios.

    O teto solar é um opcional a parte e custa R$ 4.168,00. A Volkswagen oferece dois pacotes de equipamentos.

    O Exclusive agrega piloto automático, bancos de couro, aquecimento dos bancos dianteiros, retrovisor eletrocrômico e sensores de chuva e crepuscular por R$ 3.901.

    Nesse item, o cliente pode escolher couro preto ou bege sem custo adicional.

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