Viajar de moto é seguro?

    Uma pergunta comum entre motociclistas é: dá para viajar de moto básica? E a resposta é: claro que sim! Confira aqui as nossas dicas para que dê tudo certo.

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão5 anos atrás

    Viajar de moto

    Uma pergunta comum entre motociclistas é: dá para viajar de moto básica?

    E a resposta é: claro que sim!

    Diferente de alguns países onde, em determinadas rodovias, a legislação exige que veículos de duas rodas tenham motorização mínima de 250cc, o Código de Trânsito Brasileiro não impõe nenhum tipo limitação nesse sentido – seja capacidade cúbica ou potência do motor.

    Ou seja: você pode, sim, sair de um extremo do Brasil e ir até o outro com uma Honda Pop 100, ou até mesmo com um scooter como o Suzuki Burgman 125i, é só querer!

    A decisão de viajar com uma moto simples não é certa ou errada, nem mesmo em se tratando da potência limitada.

    A questão é que muitos motociclistas não têm outra alternativa senão essa, até mesmo porque a maior parte da frota de motos no Brasil é formada por motos pequenas e motonetas de 100 a 150 cc.

    Limitar o direito de viajar desses usuários seria super antidemocrático.

    Em algumas cidades, inclusive, a soma de fatores como ausência de transporte público e distâncias enormes entre cidades e vilarejos, torna as motocicletas um verdadeiro fator de integração, ferramenta de cidadania e, claro, objeto de trabalho.

    Mas para que você consiga encarar o mundo de cima de sua motocicleta, é importante considerar alguns aspectos bem simples que nós, do Portal Chaves na Mão, listamos para você a seguir:

    Escolha a estrada certa

    Tenha em mente que mais de 80% das estradas brasileiras não são pavimentadas.

    Isso quer dizer que se você for viajar da região Nordeste até as Cataratas do Iguaçu, por exemplo, escolher o caminho mais curto pode não ser a opção mais vantajosa.

    Selecionar as vias asfaltadas resultará em um caminho mais curto e rápido, mas, em muitos trechos, você encontrará grande quantidade de veículos.

    Então, o que fazer?

    A dica é escolher estradas alternativas, o que significa trocar asfalto e sinalização razoável por buracos e armadilhas de todo gênero.

    Porém, com uma moto pequena, isso pode até ser preferível.

    Menos frequentadas, com limites de velocidade mais baixos, as estradinhas aumentarão consideravelmente os trechos a serem percorridos em alguns casos – e o tempo da viagem também.

    Porém, pressa de chegar não pode fazer parte das pretensões de quem viaja com moto pequena.

    Tenha uma companhia

    Outra iniciativa importante, que vale não só para quem viajará com as pequenas como também para quem vai com motos maiores é ter companhia.

    Dois em duas motos é uma receita ideal para evitar contratempos.

    Pneu furou?

    Levar a roda ao borracheiro enquanto um toma conta da moto avariada é absolutamente melhor do que fazer um conserto sozinho na beira da estrada ou, pior, ter que abandonar a moto à própria sorte e depender de caronas de outros motoristas para resolver inconvenientes.

    Lembre-se: planejamento é essencial

    Quem se aventura no mundo deve ser precavido por natureza e, se não for, vai aprender da pior maneira quanto a vida poderia ser mais fácil se algum planejamento tivesse sido feito.

    Mesmo que você não seja nada chegado ao “faça você mesmo” em termos de manutenção de motocicletas, enfrentar uma viagem grande exigirá o mínimo: saber tirar uma roda para consertar o pneu, ajustar a corrente de transmissão, saber onde estão fusíveis e como trocar lâmpadas.

    Não abuse da bagagem

    Leve o mínimo de bagagem possível. Carregar a bagagem no corpo, em uma mochila ou sacola, não é boa ideia, pois andar de moto exige total mobilidade.

    O melhor é distribuir a bagagem sobre a moto de maneira uniforme, equilibrada, sem concentrar peso excessivo nas extremidades.

    Importante: prenda tudo de maneira firme. Moto e bagagem devem formar um conjunto só.

    Ao balançar sua motocicleta, a bagagem não pode se mover mais do que ela.

    Sinta-se confortável

    Pode parecer paradoxal, mas estar confortável sobre uma 125 ou 150 é possível.

    Uma dica campeã é a almofadinha de gel, que pode ser comprada em casas de produtos hospitalares.

    Fixá-la sobre o banco com tiras de câmara de ar garante um conforto que permite percorrer muitos quilômetros, dias e mais dias seguidos, sem sofrimento.

    Outra boa iniciativa é incorporar ao equipamento de segurança completo – capacete, calça e jaqueta com proteções, luvas e calçado de cano alto – uma cinta elástica abdominal.

    Não pode ser muito apertada, apenas justa, mas fará milagres, ajudando na postura.

    Direção defensiva

    Só pedestres e bicicletas serão mais frágeis que uma pequena moto em uma estrada.

    Ter consciência disso é sabedoria pura: jamais dispute espaço com quem é maior que você e parta sempre do princípio de que você não vai ser visto.

    Em estradas de grande movimento, jamais desgrude seu olhar do retrovisor.

    Evite rodar de noite ou em situações com visibilidade prejudicada como na chuva e com neblina.

    Esteja preparado também para o grande movimento de ar que os veículos maiores e em velocidade causam ao passarem por você.

    Troque experiências

    Uma boa iniciativa antes de preparar uma aventura ao guidão é conversar com quem tenha alguma experiência que possa ser útil.

    O primeiro deles é o mecânico que revisa sua motocicleta, que não só pode te ensinar o que fazer em situações de emergência como determinar procedimentos periódicos para evitar problemas maiores.

    No entanto, serão os viajantes, as turmas com experiência de guidão em trajetos similares e com motos pequenas, que podem mesmo ensinar “o caminho das pedras”.

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