Vale mesmo a pena reformar os pneus do carro?

    Reforma de Pneus: listamos os principais estilos, assim como suas vantagens e desvantagens de acordo com o conhecimento de especialistas da área. Confira!

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão5 anos atrás

    Reforma de pneus

    Uma opção sustentável e econômica para o proprietário, porém a técnica deve ser feita por empresas habilitadas e profissionais capacitados de acordo com as norms de segurança do Inmetro.

    Segundo dados da Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus – ABR – o país que mais reformou pneus no último ano foram os Estados Unidos, contabilizando quinze milhões de unidades reutilizadas.

    O Brasil, por sua vez, ocupa o segundo lugar do ranking, totalizando oito milhões de pneus reformados.

    Pensando nesse assunto, listamos para você os tipos de reformas de pneus mais conhecidos no mercado automotivo, assim como suas vantagens e desvantagens de acordo com o conhecimento de especialistas da área. Confira:

    Quais são os tipos de reforma de pneus existente?

    De acordo com a Norma NBR NM 224:2003, hoje, no Brasil, três tipos de reforma de pneus são regulamentados: a recauchutagem, que consiste na reforma dos pneus pela substituição das suas bandas de rodagem e de seus ombros; a recapagem, que substitui somente a banda de rodagem do pneu; e a remoldagem, que além de substituir as bandas de rodagem e os ombros, também substitui toda a superfície dos seus flancos.

    Quais são os processos de reforma de pneus existentes?

    São dois os processos de reforma de pneus, realizados de acordo com o resultado da avaliação realizada pelo especialista.

    São eles o pré-moldado (reforma a frio), onde o pneu é recoberto com uma banda pré-moldada com desenho já definido; e o camelback (reforma a quente), em que o pneu é recoberto com uma camada de borracha não-vulcanizada, e o desenho da banda de rodagem é feito por um molde em prensas, com três ou seis partes.

    Em ambos os processos a reforma é “top cap” – recapagem –, mas no segundo também pode ser “full cap” – recalchutagem –, incluindo parte da região dos flancos.

    A quente ou a frio?

    Na reforma de pneus a quente, a temperatura é mais elevada (claro) e aplicada em uma região específica da carcaça, enquanto no processo a frio trabalha-se com temperatura mais baixa e o aquecimento da carcaça é uniforme.

    Além disso, há tipos de pneus em que somente a reforma a quente pode ser aplicada, como no caso dos pneus OTR e do remolde, resultante do processo de remoldagem, muito usado em veículos de passeio.

    A escolha do processo mais adequado também é tarefa dos especialistas.

    Vantagens da reforma

    A opção de reformar um pneu possibilita economia de 50% a 60% do valor de pneus novos.

    Se realizada de acordo com as normas de segurança exigidas a reforma garante ao pneu a mesma vida útil de um novo, desde que o condutor do carro tenha os cuidados necessários para conservá-la.

    Além disso, a prática também é sustentável, pois cada pneu recuperado equivale a 57 litros de petróleo e economiza 80% de energia elétrica.

    Desvantagens

    Só há desvantagem na reforma de pneus quando ela é realizada em locais não credenciados e preparados para aplicar as técnicas.

    Entre os riscos ocasionados por um pneu mal reformado estão explosões no pneu e perdas de borracha durante o percurso do veículo, que podem provocar capotagens e acidentes fatais.

    Vida útil

    O modo como o pneu é usado define sua durabilidade, tanto para novos como para reformados.

    Entre as atitudes essenciais do motorista para uma melhor conservação do pneu, evitando o desgaste precoce estão:

    • calibragem correta e periódica (controle de pressão que deve ser feita somente de acordo com a indicação do fabricante);

    • alinhamento, balanceamento e rodízio das rodas a cada 10 mil quilômetros;

    • uso moderado dos freios;

    • evitar arraste lateral ou roçamento em cordões de calçada;

    • evitar sobrecarga;

    • atenção ao passar por buracos na pista;

    • não avançar os índices de velocidade recomendados pelo fabricante;

    E então, vai aderir ao método?

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