Placa do Mercosul: juntamos as últimas informações para você ficar por dentro da mudança

    Assim que a placa do Mercosul chegou ao Brasil, muito burburinho foi criado. Não é para menos, afinal, ninguém quer estar na contramão das leis.

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão5 meses atrás

    Assim que a placa do Mercosul chegou ao Brasil, muito burburinho foi criado. Não é para menos, afinal, ninguém quer estar na contramão das leis ou precisar arcar com multas e dores de cabeça.

    O que gerou muitas dúvidas foram os entraves na implementação desse novo sistema, já que o governo recuou e adiou sua obrigatoriedade em algumas situações.

    Por conta de a placa atingir milhões de brasileiros, muitas informações têm sido divulgadas sem fundamento ou sem fontes confiáveis.

    Para ajudar você, preparamos este post com as principais informações de que você precisa para não ficar para trás com a mudança para a placa do Mercosul. Quer saber mais? Leia o post!

    O que, exatamente, é a placa do Mercosul?

    O novo emplacamento chegou ao Brasil para padronizar o sistema de identificação de veículos nos países que fazem parte do bloco econômico.

    A placa do Mercosul é resultado de um acordo firmado entre Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina em 2014 que teve como objetivo uniformizar e aumentar a segurança contra roubos, fraudes e falsificações. Embora, por aqui, ainda não seja maioria, na Argentina e no Uruguai, a placa já está por todos os cantos.

    Cheias de vantagens, a placa do Mercosul tem novas informações, novo sistema de rastreamento de dados e material diferenciado.

    A integração das informações foi viabilizada pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), do governo federal. Isso agiliza as transferências e também o emplacamento do veículo. Além disso, o credenciamento dos fabricantes e das estampadoras de placas diminui o número de irregularidades no setor.

    A placa é obrigatória?

    Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

    Ainda não. Por enquanto, somente alguns veículos têm a obrigatoriedade de adotar o sistema da placa do Mercosul. São eles:

    • veículos novos;
    • veículos transferidos para outro proprietário;
    • veículos que mudaram de município;
    • veículos que tiveram a categoria alterada (um carro de passeio que se tornou um táxi, por exemplo);
    • veículos com placas reprovadas pela vistoria;
    • veículos com placas danificadas ou ilegíveis.

    Somente essas categorias de veículos têm a obrigatoriedade de comparecer ao departamento de trânsito para realizar a troca da placa. Ainda assim, quem quiser se adiantar e realizar a implementação da placa do Mercosul tem a permissão para fazê-lo.

    É importante dizer que a padronização de toda a frota brasileira deve acontecer até 2023.

    O que muda com o novo sistema?

    A nova placa tem o visual bastante diferente das placas de modelos antigos. O que tem gerado muita crítica é a troca da placa inteira na mudança de município de registro do veículo. Antes, bastava substituir a tarjeta com o nome da cidade e do estado, já que as inscrições estão na mesma chapa de metal.

    Mudar de cidade, portanto, implica em alterar o QR Code da placa, que contém todas as informações do veículo e que está localizado na parte inferior da chapa. Esse código bidimensional é lido por aplicativo utilizado pelos agentes de trânsito.

    Visualmente, muitos criticaram o tamanho da placa, alegando que o novo modelo era maior do que o antigo. Isso não passa de uma ilusão de ótica, já que a placa do Mercosul tem as mesmas dimensões da placa anterior: 40 x 13 cm, no caso de veículos. Motocicletas mantêm o padrão de 20 x 20 cm.

    Alguns casos podem exigir uma pequena mudança de tamanho. Dependendo do espaço reservado para a placa no veículo, pode haver uma diminuição de até 15% no tamanho, desde que não comprometa a bandeira brasileira e o espaço reservado para o QR Code.

    Diferentemente de nós, na Argentina, alguns carros precisaram se adaptar, já que a placa do Mercosul é maior do que a utilizada no país “hermano”.

    Como fica a sequência numérica?

    Nesse aspecto, a mudança é grande, mas não se assuste. O novo sistema permite a combinação de mais de 400 milhões de Placas do Mercosul. O sistema antigo permitia, no máximo, 175 milhões, ou seja, o país estará preparado para receber novos veículos nas ruas.

    As placas ainda têm sete caracteres, mas agora são quatro letras e três números — o modelo antigo tem o contrário: três letras e quatro números.

    A disposição também é diferente. Não existe um padrão, e tudo pode ficar embaralhado. Os países, inclusive, são soberanos para escolher sua própria “mistura” de letras e números.

    Quer um exemplo? Aqui no Brasil, por enquanto, a sequência é LLL NLNN, para automóveis, e LLL NNLN, para motocicletas. Na Argentina, a sequência da placa do Mercosul obedece ao padrão LL NNN LL. Sendo, claro, “L” para letra e “N” para número.

    A sequência de carros emplacados que vão migrar para a placa do Mercosul seguirá uma tabela em que o segundo número da placa antiga será substituído por uma letra. Os números de 0 a 9 serão trocados pelas letras de A a J na mesma ordem da sequência.

    Uma placa antiga ASL 1588 passará a ser ASL 1E88, já que o segundo número, 5, é equivalente à letra E.

    Quanto custa adotar a placa do Mercosul?

    Muita gente tem sido reticente para realizar a troca da placa, por achar que o valor é muito alto. Entretanto, no estado do Rio de Janeiro, primeiro a implementar o novo sistema, o custo do emplacamento de carros, que era de R$ 219,35, foi para R$ 193,84. No caso das motocicletas, cujo investimento era de R$ 90,12, agora é de R$ 64,61.

    O preço baixou porque a nova placa não tem a exigência do lacre da placa traseira e, portanto, isso não precisa mais ser cobrado.

    Embora cada estado possa precificar suas placas de forma independente, a tendência é que o custo diminua em todo o país.

    Em quais estados a nova placa está disponível?

    A placa do Mercosul está disponível no Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas, Espírito Santo e Rio Grande do Norte.

    Isso porque o prazo final, que era dezembro de 2018, foi derrubado por uma série de liminares e discussões entre os departamentos de trânsito. Agora, a nova data está prevista para 30 de junho de 2019.

    Lembrando que somente nesses estados pode ser feita a troca voluntária da placa antiga para o novo sistema. Quem não mora em uma dessas regiões deve esperar a placa do Mercosul chegar até a data-limite.

    Viu como entender o sistema da placa do Mercosul é simples? Agora que você já tirou as principais dúvidas a respeito do assunto, não deixe de compartilhar este post nas suas redes sociais para informar seus familiares e amigos!

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