Peugeot Hoggar: bruta, estável e com a maior caçamba da categoria

    Hoggar. Nome que faz lembrar brutalidade, como homens das cavernas, tacape, músculos. E também picape. Confira aqui no blog tudo sobre a Hoggar, da Peugeot.

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão5 anos atrás

    Peugeot Hoggar

    Hoggar. Nome forte e com pronúncia que faz lembrar brutalidade, como homens das cavernas, tacape, músculos.

    E foi com preceitos como estes que, em 2010, a equipe de design da Peugeot do Brasil encarou o desafio de desenvolver um tipo de carro que a montadora francesa não tinha tradição: picapes leves.

    Com frente de 207, inclusive suspensão, traseira de Partner, e chassi alongado em 300 mm, a Hoggar chegou ao mercado para acirrar a briga das picapes leves, que contavam com somente quatro participantes: Fiat Strada, a líder de vendas da época, Volkswagen Saveiro, que havia passado por uma recente reestilização, Chevrolet Montana e Ford Courrier, defasadas em design em relação às concorrentes.

    A expectativa da Peugeot era conquistar 10% do mercado de picapes leves até 2011 e para isso traçaram uma estratégia agressiva, tanto em preço, custo de manutenção e seguro.

    A união do 207 com o Partner e os 300 mm a mais de chassi resultaram em um carro com entre-eixos longo (2.745 mm), que confere ao modelo muita estabilidade, refletido no prazer ao dirigir, mesmo sob chuva.

    Sem carga na caçamba e com a traseira leve, é raro encontrar uma picape pequena que não balança à velocidade acima de 120 km/h.

    Neste quesito, a Peugeot Hoggar também se sai muito bem, auxiliada ainda a sua geometria de suspensão, com amortecedores bem inclinados, quase na horizontal, que além de ajudar na estabilidade do veículo, permitem a instalação de uma caixa de roda reduzida, que rouba menos espaço da caçamba.

    Foto: divulgação

    Das quatro silhuetas do modelo 207, a Hoggar é sem dúvidas a mais comprida.

    Mede 4.526 mm contra 4.073 mm da versão SW, quase meio metro de carro a mais, e 69 mm maior do que a líder de vendas, Fiat Strada.

    Em termos de capacidade de carga, a Hoggar consegue carregar até 742 kg (na versão X-Line) e 1.151 litros (em qualquer versão).

    Nas demais versões (XR e Escapade), a capacidade de carga é 660 kg e 650 kg, respectivamente.

    A causa da diferença é o modelo do pneu, que na versão de entrada, a X-Line, é um 175/65 R14 T, enquanto na XR é um de uso misto do tipo 175/70 R14 H, assim como na Escapade, porém em roda de 15 polegadas de liga leve, envolta em pneu 185/65 R15 H.

    A Hoggar é encontrada em três versões de acabamento, com dois tipos de motores, ambos conhecidos dos reparadores.

    Na versão de entrada (X-Line) e intermediária (XR) estão presente o 1.4 litro, com 8 válvulas, bicombustível, que rende 80/82 cv de potência a 5.250 rpm (gasolina/álcool) e torque de 12,85 mkgf a 3.250 rpm, em ambos combustíveis.

    Já o 1.6 litro de 16 válvulas, também bicombustível, rende 110/113 cv de potência a 5.600 rpm (g/á) e torque máximo de 14,2/15,5 mkgf a 4.000 rpm (g/á).

    Para um carro que pesa 1.121 kg (X-line), 1.135 kg (XR) e 1.216 kg (Escapade), a relação peso/potência não é ruim, mesmo porque se trata de um utilitário leve e não um esportivo.

    Para todas as versões a transmissão é manual, de cinco marchas, já com acionamento por cabo. Sem peso na caçamba, o carro desenvolve bem, mesmo em subidas.

    Porém, carregado, seria interessante se a faixa de torque máximo ocorresse em rotações um pouco mais baixas, para o modelo ganhar em consumo.

    Uma crítica constante dos carros da marca é o consumo elevado em situações de trânsito intenso.

    Foto: divulgação

    A direção possui assistência hidráulica de fábrica, exceto na versão X-Line.

    Diferentemente de outros modelos 207, a Hoggar está mais leve, o que indica uma calibração diferenciada.

    O sistema de freios é convencional, com discos na dianteira (sólidos na X-Line e ventilados nas demais) e tambor na traseira.

    Aqui, uma crítica: a Peugeot decidiu não disponibilizar sistema ABS para nenhuma versão, nem mesmo como opcional. Tudo em nome do custo e da competitividade.

    Além dos detalhes técnicos, o design ajuda, pois a equipe de estilo da Peugeot conseguiu transformar um veículo adorado pelo público feminino em um carro tipo ‘pau para toda obra’, típico do gosto masculino.

    Assim, por dentro, é o mesmo Peugeot 207 que a mulher está acostumada no hatch ou SW (e SW Escapade também), ou o pai de família no 207 Passion (sedan).

    Com a picape Hoggar, o homem solteiro e aventureiro ganhou um novo aliado, assim como o empresário, que depende do carro para o trabalho pesado.

    Desta forma, cabe a mesma crítica dos demais: o interruptor do vidro elétrico no meio do console.

    A desculpa da Peugeot para não mudar é o fato de que os clientes já se acostumaram com ele.

    Compreensível, mas não desce. Vamos ser se numa próxima reestilização da linha 207 alguém decida ‘inovar’ nesta questão, e colocar os comandos nas portas.

    A vantagem de centralizar os comandos no console é uma só: economia.

    Pois uma vez no centro do veículo, com apenas quatro botões (em modelos quatro portas) todos os quatro vidros podem ser acionados por qualquer usuário.

    Porém, fica o desconforto de precisar inclinar o corpo para frente ou para trás, para alcançar o botão, principalmente quem viaja nos brancos traseiros.

    Se fossem nas portas, não haveria desconforto, mas seriam necessários sete botões (um em cada porta e mais três na porta do motorista para que ele possa abrir ou fechar qualquer um dos quatro vidros).

    Na cabine da Hoggar o espaço é bem generoso, inclusive atrás dos bancos, onde é possível colocar uma pequena mala de mão, como aquelas que as companhias aéreas deixam levar à bordo.

    A posição de dirigir é boa, idêntica aos demais modelos da linha 207. Como toda boa picape, a Hoggar tem uma janela de espia atrás, escamoteável, muito bem vinda, pois alivia a necessidade de ligar o ar-condicionado na ventilação da cabine.

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