Manutenção de moto que você mesmo pode fazer

    Se você é um apaixonado por motos, bastam alguns cuidados simples para manter sua motocicleta mais saudável e sem exigir tantas visitas à oficina. Confira!

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão4 anos atrás

    Manutenção de moto

    Em tempos de crise, qualquer dinheiro economizado é o que vai dizer se você chegará até o final do mês com, pelo menos, R$100 no bolso.

    E se você é um apaixonado por motos, bastam alguns cuidados simples para manter sua motocicleta mais saudável e sem exigir tantas visitas – e gastos – à oficina.

    Confira, abaixo, três dicas de manutenções que podem ser feitas por você, dadas pelo Roberto Agresti, do G1.

    Troca de Óleo

    Principalmente se você possui uma moto pequena ou média, trocar o óleo é uma tarefa simples e rápida.

    Primeiro você precisa saber qual a quantidade e tipo de óleo recomendado para sua moto, informações que você encontra no manual da mesma.

    E se você não tem o manual em mãos, basta ligar para uma concessionária ou para o seu mecânico para obter a informação.

    Se o problema for o filtro, infelizmente, você terá que desembolsar algum dinheiro.

    O ideal é compra-lo em uma concessionária, para evitar dores de cabeça futuras.

    Você também vai precisar de ferramentas, coo chave de boca para retirada do bujão do cárter – nome dado à tampa normalmente localizada embaixo ou na lateral inferior do cárter – a parte baixa do motor onde o óleo fica depositado.

    O bujão pode ser sextavado, como uma porca, ou exigir uma chave tipo Allen.

    Algumas motos já vêm com um kit de ferramentas, mas estas, em geral, são muito limitadas, portanto o ideal é investir em ferramentas de melhor qualidade, afinal, elas durarão a vida toda.

    Providencie também um reservatório, onde você precisará depositar o óleo velho.

    Uma dica importante é fazer a troca do óleo de sua moto sempre com o motor quente, pois isso facilitará o escoamento e exigirá no máximo cinco minutos de trabalho.

    Enquanto o óleo escorre, retire o filtro, que sempre exige a troca da junta ou gaxeta, que vem junto ao elemento filtrante.

    Antes de colocar o óleo novo, instale o novo filtro e feche o bujão – sem esquecer de limpá-lo antes – e repare se não há excesso de limalha de ferro, pois bujões são imantados para capturar os eventuais resíduos de metal que o uso do motor pode gerar.

    E atenção se houver excesso, pois isso é indício de desgaste, a não ser que você esteja usando um motor muito novo ou recém-retificados.

    Não cometa o erro de apertar demais o bujão, os parafusos da tampa do filtro ou o próprio filtro se este for do tipo externo.

    Exagerar no aperto pode espanar a rosca, já que o cárter é de liga-leve, metal mais frágil que o bujão ou o metal do filtro ou seus parafusos.

    Terminado o abastecimento de óleo, verifique o nível do mesmo com o clássico indicador por vareta ou visor de vidro.

    Se o nível estiver ok, parabéns, seu motor agradece.

    Importante mencionar que colocar óleo demais no motor é tão prejudicial quanto óleo a menos.

    Portanto, se você errou na dose, corrija antes de ligar o motor. Dica: espere alguns minutos antes de acelerar, para deixar o óleo novo atingir todos os pontos do motor e entrar na temperatura correta.

    Lubrificação e ajustes da corrente

    Quanto mais lubrificada estiver a corrente de sua moto, mais ela e o restante do sistema de transmissão final, composto de coroa e pinhão, vão durar.

    Alguns diriam para aproveitar o óleo velho do motor e, com uma bisnaga ou almotolia, aplicá-lo na corrente, mas o correto é comprar graxa especial para transmissão de motos, que adere ao sistema e tem uma composição adequada para não atacar os minúsculos anéis tipo o’ring.

    Também é importante não exagerar na dose da graxa: basta uma fina camada sobre a corrente.

    A aplicação deve ser repetida pelo menos a cada 500-1.000 km.

    Em caso de rodar constantemente em piso molhado, a frequência da lubrificação deve ser aumentada.

    Sobre a tensão da corrente, a operação exigirá soltar o eixo da roda traseira e, novamente, a ferramenta específica precisa ser de boa qualidade.

    O manual do proprietário sempre oferece indicações sobre a tensão correta, que também pode constar de um adesivo geralmente situado na balança de suspensão traseira ou no chassi.

    A operação de regular a tensão da corrente exige atenção com o alinhamento da roda.

    Na maioria das motos, isso pode ser conferido por meio das marcações feitas na balança de suspensão ou em peças solidárias a ela.

    Dica: antes de soltar a roda observe bem tais marcações de referência e, se não as encontrar, use uma régua ou mesmo uma chave de fenda para medir a distância do aro da roda ao ponto da balança de suspensão mais próximo.

    Faça isso tanto de um lado quanto de outro.

    Ao ajustar a corrente, antes de dar o aperto final no eixo da roda, verifique se as distâncias batem com a medida inicial e, em caso positivo, sua roda estará alinhadinha.

    Dica: jamais exagere na tensão da corrente. A folga recomendada é necessária para deixar com que a suspensão traseira “trabalhe” sem forçar a corrente, coisa que acontece quando a tensão é excessiva e a suspensão alcança seu fim de curso.

    Calibrar os pneus

    Tal atitude deve ser feita semanalmente ou com frequência ainda menor caso você rode muito, acima dos 100 a 150 km por dia.

    Seja em pneus do tipo com câmera ou sem, a simples variação de temperatura que ocorre quando você roda com a motocicleta serve para, pouco a pouco, ir alterando a pressão, que deve ser a recomendada pelo fabricante de acordo com a carga, se um ou dois na motocicleta.

    Essa informação… adivinhe? Sim, está no manual do proprietário ou naqueles adesivos colados pertinho da roda traseira.

    Importante: o certo é sempre verificar a pressão com pneus frios.

    Caso isso não seja possível, tenha em mente que a medida a quente sempre aparecerá superior.

    Sendo assim, se nesta situação você verificar uma medida cerca de 1 lbs/pol2 acima do especificado (para motos até 250/300 cc), a pressão estará correta. Motos grandes, mais pesadas, podem apresentar uma variação maior na pressão a quente, de até 2 lbs/pol2.

    Dica: compre um pequeno calibrador. Eles são baratinhos e de um modo geral mais confiáveis que os dos postos de combustível.

    Cuidar de modo maníaco da pressão dos pneus te dará não só a melhor dirigibilidade possível de sua moto como aumentará a durabilidade dos pneus.

    Outra vantagem vem do fato de que, ao calibrá-los, você sempre olhará para eles e, assim, perceberá eventuais deformações ou se a hora da troca está chegando.

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