Tudo que você precisa saber ao trocar de carro

    O que é preciso levar em consideração ao trocar de carro? Acreditamos que uma troca bem-sucedida se ampara em: o momento, cautela e decisão. Confira!

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão7 meses atrás

    Em função de seu enorme público consumidor, nosso país conta com um dos mercados automotivos mais aquecidos no mundo. Além disso, a população ainda nutre uma forte paixão pelos automóveis, alavancada pela era dourada do automobilismo nacional, com Senna, Piquet e Fittipaldi. Por esse misto de motivos, trocar de carro sempre foi um evento prazeroso e divertido para os brasileiros!

    Mas aqui está o dilema: o que é preciso levar em consideração ao trocar de carro? Afinal de contas, os preços aumentaram em todos os segmentos e o país ainda ensaia uma recuperação econômica. Portanto, essa troca não é feita de maneira tão passional como antigamente. Hoje em dia, existem alguns motivos que fundamentam a decisão do consumidor.

    Foi considerando essa questão que elaboramos este post! Com a variedade de modelos no mercado, além das fortes e insistentes campanhas publicitárias, torna-se natural desejar um novo veículo. Contudo, acreditamos que uma troca bem-sucedida se ampara nos seguintes pontos: o momento, as cautelas e a decisão, tudo o que você encontrará nesta leitura. Sem mais, acompanhe!

    1. Qual é o momento adequado para trocar de carro?

    Toda mudança é antecipada por uma razão, não é mesmo? Afinal de contas, os mercados dependem de uma contínua reposição de desejo nos consumidores. Sendo assim, você deve ter motivos internos e externos para entender que o momento é adequado. O grande ponto é que essas motivações têm pesos diferentes.

    A exemplo de um motivo externo há a pressão publicitária de um lançamento, somada ao fator social de manter-se sempre com um carro do ano. São argumentos válidos e palpáveis, pois reconhecem que a manutenção do status social é uma realidade inevitável, querendo ou não.

    Mas e se o seu veículo tem apenas um ano de uso, sendo, na verdade, apenas a geração anterior ao lançamento? Os motivos iniciais ainda são fortes o bastante? De qualquer forma, elencamos as razões mais recorrentes para os consumidores no momento da troca. Confira!

    1.1. Garantia

    O fim da garantia costuma ser a janela de oportunidade perfeita para trocar de carro. Esse período costuma durar entre 3 a 6 anos, a depender do fabricante. Entendemos que esse é um bom motivo e momento justamente por isentar o proprietário de todos os gastos com manutenção posterior.

    1.2. Problemas

    Falhas mecânicas, elétricas e hidráulicas são pesadelos que assombram os proprietários descontentes, que não veem a hora de se desfazer dessa bomba relógio sobre rodas. Quando o veículo perde o seu potencial utilitário, tornando-se mais um incômodo do que uma solução, chega o momento de trocá-lo.

    1.3. Gastos

    Como em um efeito cascata, essas motivações podem se suceder: encerra-se a garantia, surgem os problemas e você passa a bancar os gastos de manutenção e reparo de um veículo cada vez mais vulnerável. Mas perceba que não falamos apenas desses gastos. Muitas famílias precisam readequar seu padrão de vida, por definirem novos objetivos ou resistirem a um período de crise.

    Nessas situações, pode ser que o seu sedã europeu, com plano de revisões premium e seguro diferenciado deixe de ser uma propriedade interessante, motivando a troca por um veículo mais adequado ao novo cenário financeiro. De maneira geral, os gastos também são determinantes na reflexão do proprietário, que busca uma solução mais inteligente à sua circunstância.

    1.4. Insatisfação

    Ninguém é à prova de arrependimentos. Você pode ter se encantado por um modelo para, somente então, descobrir que o conjunto mecânico do veículo deixa a desejar. Afinal de contas, nenhum test-drive breve será capaz de transmitir a real experiência com o veículo no longo prazo.

    Caso você seja detalhista, acaba se perturbando com alguns barulhos de acabamento, os famigerados grilos. Quem sabe, passe a desgostar do câmbio automático, com trocas pouco inteligentes. Ou até mesmo, simplesmente dá na telha: cansei desse carro, não gosto do interior, motor, dirigibilidade, enfim! A insatisfação é bastante ampla e pode ser consequência de qualquer uma das razões listadas anteriormente.

    1.5. Sinais

    Sem nenhum preciosismo da nossa parte, mas você precisa entender que a “linguagem dos veículos” é expressada pelo motor. Essa comunicação é sutil e consiste de trepidações, ruídos e roncos. Caso você utilize o mesmo carro há mais de um ano, provavelmente já percebeu essas expressões. Certos ruídos indicam um desgaste avançado dos componentes internos, sendo portanto, um momento adequado para solucionar o problema e/ou partir para o próximo carro

    2. Quais os principais cuidados ao trocar de carro?

    Uma das melhores formas de prevenir frustrações é conhecer aquilo que você está comprando. Apesar de soar óbvio, nem todos os consumidores atentam para isso no momento da compra. Isso acontece porque a troca de carro costuma ser uma situação repleta de entusiasmo e, com isso, o consumidor abaixa sua guarda, reduzindo seu senso crítico.

    Além disso, um vendedor ágil e persuasivo atenderá esse comprador vulnerável e altamente sugestionável. Essa é a fórmula perfeita para uma compra precipitada e sem nenhuma coerência com as suas necessidades. Por isso, compilamos os melhores cuidados na hora da troca. Acompanhe!

    2.1. Zero km, seminovo ou usado

    Três alternativas com um abismo de diferenças entre si. Considere que o carro zero vem com o período de garantia cheio, apresentará maior durabilidade e é a opção mais cara. O seminovo — até 3 anos de uso, 20 mil km e apenas um dono — representa também um belo custo-benefício caso esteja sob garantia, tratando-se de uma opção de valor intermediário.

    Já os usados são aqueles que excedem os requisitos dos seminovos e contam com o menor custo de aquisição, uma vez que já sofreram a maior parte da desvalorização natural do mercado. No entanto, apresentam o maior grau de desgaste e, fora da garantia, todos os custos de manutenção serão arcados pelo proprietário.

    Todas essas questões devem ser balanceadas. A opção com o menor índice de estresse continua sendo a compra de um zero km. Em contrapartida, a alternativa com o melhor custo-benefício está com os seminovos. E os usados ainda conseguem ser boas compras pelo menor preço, mas exigem maior cautela por parte do comprador.

    2.2. Consumo de combustível

    Atualmente, eficiência energética é um tema que está em alta. Afinal de contas, as alterações climáticas e geológicas das últimas décadas têm potencializado a busca por fontes de energia limpa. Enquanto os veículos elétricos e híbridos não se popularizam no Brasil, o consumo de combustível continua sendo um fator determinante na compra. Carros econômicos são os favoritos dos estudantes, profissionais itinerantes e todos aqueles que pretendem se proteger das flutuações no preço dos postos em nosso país.

    2.3. IPVA e multas

    Agora, elencamos alguns cuidados mais pertinentes aos consumidores que optarão por veículos seminovos e usados. Nem sempre você poderá contar com a confiabilidade plena do lojista, ao passo que deverá realizar algumas consultas a fim de garantir a regularidade do seu futuro veículo. A primeira verificação consiste em analisar se o carro traz pendências e débitos, como multas, licenciamento atrasado, IPVA a pagar e demais problemas semelhantes.

    2.4. Test-drive

    Seja novo, semi, usado ou com mil anos: para comprar, você deve testar! Algumas concessionárias são mais flexíveis em determinadas situações e permitem que o cliente faça test-drives de longa distância, sobretudo se esse consumidor tem a prerrogativa de ser um profissional itinerante.

    A dirigibilidade do veículo deve ser agradável ao condutor para evitar arrependimentos futuros. Tratando-se de produtos usados e seminovos, passa a ser interessante levar um mecânico de sua confiança ao teste, já que esse profissional conseguirá identificar possíveis problemas que você nem suspeitaria que existem.

    2.5. Vistoria

    Como havíamos pontuado antes, nem sempre você poderá confiar no lojista. Por isso é interessante que você solicite uma vistoria para o veículo em questão. Soluções como a Checkauto e Carcheck levantam um dossiê sobre o veículo rapidamente, identificando seu histórico de quilometragem real, débitos, envolvimento em acidentes, leilões, roubos, furtos e muito mais. Nessas alternativas que listamos, uma consulta completa sairá em torno de R$ 40 — um valor muito baixo se pensarmos do que ele é capaz de nos livrar lá na frente. 

    3. Como trocar de carro com a segurança de não se arrepender?

    Até então, você já aprendeu a aprimorar a sua tomada de decisão, balanceando as suas motivações. Além disso, conferiu quais são as principais causas e momentos que levam os proprietários a decidir pela troca. Por fim, reconheceu que carros novos, usados e semi atendem perfis e propósitos diferentes, compreendendo os principais cuidados no momento da troca.

    Já nesta seção, reunimos algumas dicas para que você não se arrependa com o seu próximo carro. Confira!

    3.1. Defina o propósito

    Antes de tudo, você precisará identificar qual é o seu perfil de usuário, o propósito do veículo, a frequência de seu uso, o orçamento disponível e o motivo para se trocar. Por exemplo:

    • Perfil: jovem, adulto, estudante, profissional, com ou sem filhos, casal, família grande, pequena, com ou sem animais de estimação etc.;
    • Propósito: deslocamento estudantil ou a trabalho, transporte de carga ou passageiros, hobby, coleção, entre outros;
    • Frequência: uso diário de mais de 100 km ou menos de 10 km, apenas nos finais de semana ou uso para viagens de férias;
    • Orçamento: limitado ou não;
    • Motivo: qualquer que seja o motivo para você trocar um carro, ele não deve existir no próximo veículo, como a falta de ar-condicionado, de uma motorização melhor, de câmbio automático etc.

    Considerando todos esses critérios você identificará qual tamanho, motorização, carroceria, durabilidade e valor do carro ideal.

    3.2. Conheça as modalidades de compra

    No Brasil, as três mais tradicionais são o financiamento, o consórcio e a compra à vista. Abaixo, confira o nosso breve resumo sobre cada uma dessas modalidades!

    3.2.1. Financiamento

    Basicamente, consiste em um empréstimo junto à instituição financeira, que se responsabiliza pela quitação do carro. Suas características são:

    • retirada imediata ou tão logo estiver disponível no estoque;
    • o bem fica registrado no nome do comprador, mas ainda lastreado à instituição que financiou, garantindo que as parcelas sejam pagas;
    • o Custo Efetivo Total é o mais alto em função da taxa de juros, crescente conforme maior o prazo e o valor financiado.

    3.2.2. Consórcio

    É uma assembleia que reúne inúmeros compradores que almejam comprar um veículo. Eles realizam suas contribuições mensais e aguardam pela obtenção da sua carta de crédito. Seus detalhes:

    • a retirada só ocorrerá no momento da contemplação do consorciado, quando ele utilizará a carta de crédito para comprar o veículo desejado;
    • a contemplação pode ocorrer por meio do sorteio mensal, lances ou quitação integral;
    • o bem fica registrado no nome do comprador, mas ainda lastreado à administradora do consórcio, garantindo que o consumidor honre a quitação do saldo residual;
    • o Custo Efetivo Total é menor que o financiamento, por não contar com taxa de juros, já que não consiste em uma operação de contração de crédito.

    3.2.3. Compra à vista

    É a melhor opção, contudo, a menos acessível. Entenda:

    • retirada imediata;
    • o bem é registrado no nome do consumidor;
    • o valor de aquisição é o melhor possível, garantindo vantagem de negociação ao consumidor que tenha a reserva de capital para esse tipo de compra.

    3.3. Monte um planejamento financeiro

    O consumidor deve escolher a modalidade mais compatível ao seu orçamento e, então, desenvolver um plano de ação considerando as especificações do seu negócio. Um planejamento sólido não considera apenas as parcelas de um financiamento ou consórcio, mas também supõe os custos mensais com manutenção, combustível, seguro, impostos e afins. Quanto maior a quantidade de dados e valores previstos, maior a solidez do planejamento.

    Após todo esse apanhado de informações, concluímos que apenas o consumidor tem o poder da decisão. Por isso, reforçamos que você mantenha os “pés no chão” quando for visitar o lojista, garantindo que o seu discernimento esteja claro e afiado. Afinal de contas, você precisa se convencer de que o veículo é adequado às suas exigências e não deve ser persuadido por campanhas, vendedores ou outros fatores externos.

    Para além de todas as nossas orientações, é fundamental que você anteceda a compra por comparações entre dois, três ou até quatro modelos. Apenas posicionando as alternativas lado a lado é que você conseguirá enxergar o contraste entre elas, identificando qual opção tem as melhores vantagens para o que você e sua família esperam de um novo veículo.

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