6 dicas para fazer uma preparação financeira para comprar um carro

    Trocar de carro costuma ser uma etapa bacana da vida. Por isso criamos este artigo com as 6 dicas para fazer uma preparação financeira para comprar um carro.

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão1 ano atrás

    Trocar de carro costuma ser uma etapa bacana da vida. Geralmente, este evento simboliza o reconhecimento de que seu trabalho está dando certo e costuma ser um facilitador para o seu dia a dia.

    Seja zero, seja seminovo, seja usado, o carro poderá facilitar aquelas viagens para reencontrar a família, tornará mais conveniente o deslocamento casa-empresa ou até mesmo ser um item de entretenimento para entusiastas dos track-days.

    Para qualquer uma destas finalidades, uma coisa é certa: comprar um carro exige preparação financeira. Afinal de contas, uma compra segura não se resume apenas à aquisição de um lojista ou de pessoa confiável.

    Para além disso, uma compra segura envolve a sua saúde financeira. Quanto do seu orçamento estará comprometido no negócio? Quais os custos para a manutenção de um veículo?

    Isto posto, confira agora os benefícios da preparação financeira na compra automotiva!

    A importância de um planejamento para uma compra segura

    A principal razão para elaborar um planejamento é evitar dores de cabeça no futuro, nas mais variadas formas, como o arrependimento pós-compra, inadimplência das parcelas do financiamento ou surpresas desagradáveis com os valores de manutenção.

    Quanto mais despreparado — leia-se desavisado — maior a probabilidade de decepção.

    Sobretudo, a preparação financeira é algo sensato por lidar com valores palpáveis, sendo possível estipular com antecedência os gastos futuros.

    Muitos consumidores ignoram o fato de que a escolha de ser surpreendido é apenas deles. Todos os valores estão acessíveis a consulta ou a poucos cálculos e perguntas de serem descobertos.

    Por exemplo, o valor do automóvel é o mais simples e evidente, pois é nele que todos focam. A partir do valor do carro e do modo de aquisição — à vista, financiado ou consorciado — você já estipula qual será o seu empenho mensal.

    No entanto, para além da compra do automóvel, você deve considerar os custos inerentes à posse de um veículo.

    As 6 dicas indispensáveis à preparação financeira

    Pensando neste dilema, compartilhado entre a maioria dos futuros proprietários, listamos seis dicas essenciais na montagem de um planejamento financeiro. Confira!

    1. Estude as formas de pagamento

    As três maneiras mais populares para a aquisição de um carro são o pagamento à vista, o financiamento e o consórcio. Cada uma delas apresenta seus prós e contras, cabendo a você identificar as suas prioridades. Entenda:

    à vista: retirada imediata e sem comprometimento mensal, contudo, exige o montante integral do preço do veículo;

    financiamento: retirada imediata do automóvel, mas com parcelas mensais definidas a partir do valor pago na entrada e taxas de juros crescentes conforme o número de parcelas ou histórico do consumidor;

    consórcio: a retirada do veículo só ocorre se o seu lance for sorteado ou na quitação da carta de crédito. De toda maneira, as taxas são substancialmente menores que as praticadas no financiamento.

    2. Suponha os gastos secundários

    O primeiro é a manutenção. Atualmente, alguns carros zeros têm planos de revisão programada, com valores tabelados, bastando consultar o site da montadora.

    Em um segundo momento, há o custo do seguro, fundamental, principalmente, para carros novos. Você pode pesquisar estimativas para o modelo em que você está interessado, de acordo com o seu perfil de condutor.

    No terceiro momento, existem os custos de combustível e pense bem: eles não são difíceis de calcular! Estipule a sua média de km diária. Caso já tenha um carro, será ainda mais fácil.

    Com esse valor de quilometragem, multiplique por 30 dias e, então, divida pela média do consumo (km/l) do veículo em questão, seja em trajeto urbano ou rodoviário, de acordo com a sua circulação.

    Após esse cálculo, você obterá o valor de quantos litros precisará, bastando multiplicar pelo valor médio da gasolina, álcool ou diesel na sua região.

    Assim, você terá em mãos uma estimativa bastante próxima do seu gasto mensal com combustível, sem ter colocado o carro na garagem, sem surpresas, sem comprometimento!

    3. Faça investimentos

    Definitivamente, a melhor forma de comprar um carro é com o pagamento integral. Afinal, os veículos se desvalorizam muito rapidamente, e nunca devem ser considerados como investimentos, salvo exceções como os automóveis de valor histórico e colecionável ou quando são adquiridos para prestar serviços de transporte, como táxi ou Uber.

    Portanto, caso você possa adiar a aquisição do carro, dispensando a necessidade imediata da compra, economize nesse meio tempo.

    Existem inúmeras formas de fazer o seu dinheiro render enquanto você não o utiliza. Você pode ser ultraconservador ao deixá-lo na poupança, optar por aplicações igualmente seguras no Tesouro Direto ou estudar algumas opções de ações pouco voláteis no mercado financeiro.

    Seja como for, guardar dinheiro dificilmente é a alternativa errada, ainda mais se você puder postergar a compra do carro.

    4. Considere o teto 30

    O teto 30 estipula que todos os seus custos mensais com determinado bem não devam ultrapassar 30% da sua renda bruta.

    As instituições financeiras consideram isso na aprovação de uma parcela de acordo com a sua renda.

    Mas atenção! Não considere apenas a parcela em 30% da sua renda — lembre-se de acrescentar os gastos secundários listados acima, como a manutenção, as parcelas do seguro e os abastecimentos.

    5. Defina um objetivo sensato

    Caso você queira um carro única e exclusivamente como ferramenta de lazer e entretenimento, pode desconsiderar este tópico.

    Até porque esta dica é voltada para os compradores que tenham um objetivo mais funcional para adquirir um veículo. Afinal, quem comprará o carro passionalmente poderá se deixar levar pela emoção no momento da compra.

    Já se você tem uma finalidade específica para o veículo, como deslocamentos econômicos ao trabalho ou universidade, transportes de carga, conforto em viagens familiares, entre outros, você precisa se ater às suas necessidades, ainda mais com um orçamento pré-definido.

    As montadoras cada vez mais preenchem os carros com alguns mimos que podem ou não fazer uma diferença no seu cotidiano. Portanto, pé no chão ao momento da compra e da negociação.

    6. Tente aportar uma reserva de emergência

    Essa é uma lição essencial a todos os consumidores, fundamental na educação financeira.

    Faça pequenos ou grandes aportes, na medida do possível, para ter uma reserva de segurança em caso de emergências. Afinal de contas, para as urgências da vida é mais difícil estipular um preço e, dessa forma, você estará mais preparado caso algum imprevisto aconteça.

    Estas e outras preocupações precisam ser levadas em consideração antes da compra. Não como uma maneira de você reconsiderar e desistir da aquisição.

    O objetivo é conseguir fazer a compra sem comprometer as suas finanças, nem prejudicar o seu bem-estar e de sua família.

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