Como a depreciação de veículos interfere na venda de carros?

    Você já percebeu a desvalorização que ocorre no preço dos automóveis ao longo dos anos? Em realidade, a depreciação de veículo é um fenômeno comum.

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão7 meses atrás

    Depreciação de carros

    Você já percebeu a desvalorização que ocorre no preço dos automóveis ao longo dos anos? Em realidade, a depreciação é um fenômeno comum no mercado de venda de carros, afinal de contas, todos os bens têm uma vida útil, sendo que o desgaste dos componentes pode acontecer tanto em função do tempo quanto do uso.

    Para além disso, os veículos também depreciam de acordo com a defasagem em relação aos novos modelos. Sempre que uma solução mais eficiente — energética ou funcionalmente — é lançada, a versão anterior torna-se obsoleta, perdendo parte do seu valor de mercado.

    Esse fenômeno pode ser observado em qualquer portal de classificados automotivos, bastando analisar a desvalorização dos modelos conforme o aumento de quilometragem ou tempo de uso — geralmente, em uma mescla de ambos. Contudo, modelos mais antigos, porém conservados, podem se posicionar um pouco acima da desvalorização comum.

    Quer entender mais sobre o tema e descobrir como precificar o seu veículo no mercado de usados? Então acompanhe esta leitura!

    As principais interferências da depreciação na venda de carros

    Antes de qualquer coisa, precisamos levar em consideração que a depreciação costuma combinar inúmeros critérios — agravantes ou benéficos ao preço do veículo.

    Por esse motivo, caso você planeje colocar o seu usado à venda, pode ser bacana saber todos os pontos, principalmente aqueles que freiam um pouco da retirada do valor, não é mesmo?

    Abaixo, listamos os três principais causadores da depreciação. Para cada um dos pontos listados, indicamos por que isso desvaloriza o veículo. Idealmente, se o seu carro não tiver nenhuma das mazelas listadas, anime-se! Muito provavelmente, ele será vendido com facilidade e a um preço mais justo. Confira!

    Pintura de cor pouco convencional

    Esse é um ponto inevitável! Quanto menos convencional é a pintura, mais difícil será a revenda, exigindo que o proprietário faça reduções sensíveis no preço ofertado. Sabe aquela versão comemorativa de algum evento esportivo, de cor amarelo-sol? A menos que o veículo seja um superesportivo distinto, esqueça a possibilidade de vendê-lo rapidamente ou a um preço relativamente justo.

    Isso acontece por algumas razões. A primeira é a agradabilidade, pois, em um contexto geral, mais pessoas estão propensas a circular em carros discretos do que a aceitar a ideia de trafegar em um automóvel amarelo-mostarda.

    Inclusive, trata-se de um fato mercadológico, já que a maioria dos veículos são adquiridos, quando zero-quilômetro, em cores conservadoras e sóbrias, tanto por preferência nacional, quanto pela facilidade na revenda.

    Cores que depreciam o valor são aquelas diferenciadas e gritantes, como laranjas, amarelos, marrons e afins. Já as que facilitam o processo de revenda são caracteristicamente sóbrias, como preto, prata, cinza e branco.

    Lataria desgastada

    Outro forte agravante na depreciação é uma lataria amassada. Estamos de acordo que, durante a compra de um usado, deve-se priorizar a análise mecânica, no entanto, a estética continua contando muito na formação de opinião do comprador.

    Considere que os arranhões e amassados demonstram certo descomprometimento por parte do antigo dono, o que leva o potencial comprador a buscar outras ofertas, de proprietários mais cuidadosos.

    Quilometragem alta

    Por último, mas não menos importante: quanto mais rodado for o veículo, menor seu valor de mercado. A justificativa para tanto é bastante simples, pois o desgaste das peças é proporcional ao uso.

    A quilometragem é tão agravante nessa equação, que um modelo com apenas um ano de uso e 100 mil quilômetros rodados é precificado abaixo de um modelo de dois anos e 50 mil quilômetros de estrada.

    A depreciação prenuncia maiores custos em manutenção

    Aqui, temos outro ponto importantíssimo para entender essa relação de perda de valor.

    Para os desavisados, um veículo com um preço mais baixo pode representar um baita negócio — desconsiderado o que o menor valor possa significar. Mas, em realidade, a depreciação é uma forma do próprio mercado de demonstrar a inadequação de um bem em função dos mais novos.

    Nos setores mais voláteis da indústria, como o dos smartphones, isso pode ser interpretado como obsolescência programada. No entanto, no mercado automotivo, os bens realmente se tornam mais caros de manter, apresentando um prejuízo inversamente proporcional ao ganho na hora da compra.

    Por exemplo, os carros mais antigos, embora funcionais, apresentam algumas perdas se comparados à própria performance de quando novos. O primeiro fator é o aumento no consumo de combustível. Com o passar dos anos, não somente o desempenho do veículo cai, mas também sua eficiência energética.

    O carro antigo passa a consumir mais combustível por uma soma de motivos, como:

    • perda de eficiência mecânica;
    • inadequação à nova composição mista da gasolina, que tem 27% de etanol em sua fórmula;
    • desgaste das velas de ignição, com faíscas fracas.

    Outra justificativa para a depreciação está na recorrência de problemas mecânicos em um sistema antigo, defasado, gasto e, de certa maneira, fadado a falhar. É uma realidade inevitável: quanto mais o carro tenha rodado, mais propenso estará a substituições e gastos mecânicos.

    Essencialmente, para manter o seu carro valorizado para uma eventual revenda, é muito importante que você sempre faça as revisões periódicas. A manutenção preventiva — aquela que realiza a substituição dos componentes antecipando os problemas — é a chave para um veículo eternamente conservado.

    Em contraponto, um caro nunca revisado, cujo dono faça apenas as manutenções corretivas — aquelas que corrigem o problema apenas quando acontece —, estará sempre na iminência de uma quebra. Afinal de contas, o veículo apresenta um desgaste acelerado, conforme suas peças são utilizadas até o limite da exaustão.

    Por fim, existe um item que não pode ser desconsiderado na valorização de um carro no mercado de usados, quase um símbolo religioso entre compradores e proprietários: o manual do automóvel com todas as revisões feitas e carimbadas na concessionária.

    Além de um carro devidamente conservado, ter todo o acompanhamento da montadora ao longo da posse serve como prova máxima do zelo de um proprietário em relação ao veículo.

    Agora que você compreende como a depreciação interfere na venda de carros, já pode acessar o nosso portal de classificados, conferindo os valores praticados nos modelos da sua região!

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