3 dicas para quem quer construir a casa própria!

    Está realizando o sonho de construir a casa própria e precisa de algumas dicas? Saiba que o tipo de terreno é um dos itens mais importantes.

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão4 anos atrás

    Construir a casa própria!

    Está realizando o sonho de construir a casa própria e precisa de algumas dicas?

    Saiba que o tipo de terreno é um dos itens mais importantes, afinal é ele que sustenta o peso da casa e determina algumas características físicas do projeto, como: elevação, drenagem e localização.

    Muita atenção e cuidado são necessários na hora de escolher o terreno e construir a casa.

    Tudo isso depende do quanto você pode pagar e do estilo de casa que está pensando em construir.

    Primeiro, saiba que existem três tipos básicos de solo do terreno: o arenoso, siltoso e argiloso.

    Cada um deles possuem características diferentes, que fazem toda a diferença para a sustentação da casa.

    No caso de construções maiores, é realizada uma sondagem no terreno para verificar qual camada do solo é mais resistente para comportar o imóvel.

    Veja quais são as características de cada um dos tipos de solos básicos:

    Solos arenosos

    Nos solos arenosos a areia está em predominância. Esse tipo de solo é composto por grãos grossos, médios e finos, todos vistos a olho nú.

    O solo arenoso não é indicado para casas pesadas, ou seja, com muitos pavimentos, caso contrário, é necessário fazer a troca do solo, o que implica no aumento dos custos da obra.

    Solos argilosos

    A maior característica do solo argiloso são seus grãos microscópicos, bem impermeáveis e com cores vivas.

    Devido ao tamanho desses grãos, as argilas podem ser facilmente moldadas com água, não dissolvem tão facilmente e, quando úmida, formam um barro plástico e viscoso.

    O solo argiloso compõe boa parte do solo brasileiro e, desde o período colonial até hoje, ganhou diversos modos de ser utilizado.

    Já foi usado como taipa de pilão e hoje está presente nos tijolos e telhas cerâmicas, além dos azulejos e dos pisos de cerâmica.

    Em modos de uso, a argila é bem diferente da areia, por conta da sua plasticidade e da forma com que se aglutina.

    O solo argiloso também pode ser usado como argamassa de assentamento e argamassa de revestimento.

    Solos siltosos

    Quanto à usabilidade, o silte está entre a areia e a argila.

    É em forma de pó como a argila, mas não tem uma unidade perceptível e nem plasticidade quando molhado.

    Para você entender melhor o que é um solo siltoso, podemos citar as chamadas “estradas de chão” que formam um barro quando chove e um pó em tempos de seca.

    Quando são feitos cortes neste tipo de solo, não é garantido que haja estabilidade, pois há risco de sofrer desagregação natural.

    Terrenos com inclinação

    A inclinação também é um dos fatores fundamentais para a construção.

    Segundo o engenheiro e professor do Instituto Mauá de Tecnologia, “O projetista terá de aproveitar as características do terreno e isso pode encarecer a obra”.

    São três os tipos de inclinação: para frente, para o fundo do terreno e para lateral.

    O primeiro caso é basicamente o melhor e ocorre quando o terreno é do lado de cima da rua.

    Para nivelar o terreno, é feito o processo de terraplanagem.

    O segundo caso já é um pouco mais complicado. É preciso trazer terra de outro local e fazer o aterramento para nivelar o terreno.

    Este é um item que influencia muito no preço do alicerce e consequentemente o preço final da construção, visto que não é uma área segura para construir a base da casa.

    Para o aterramento é necessário fazer o muro de sustentação, que precisa ser bastante reforçado e, dependendo da inclinação, ele terá que compor verdadeiras colunas de concreto.

    Todo este processo implica em custos bem maiores já para poder começar a construção.

    A arquiteta Elizabeth Stein, da Stein Arquitetura, afirma que, geralmente, esse tipo de terreno é mais barato, mas também é o que mais precisa ser tratado. “Os gastos com terraplanagem e muros de arrimo são campeões na hora de aumentar os custos da obra. Muita gente desiste ou adia a construção da casa”, diz ela.

    Caso o terreno seja inclinado lateralmente, será feita a terraplanagem. Mas agora imagine que, após este processo, a terra do lado direito aterrou para o lado esquerdo: isso significa que metade da terra está firme e metade aterrada.

    É bom caso o projeto de construção considere a planta do lado direito, pois irá usar a terra mais firme e, caso precise de estacas, elas não precisarão ser instaladas para a casa toda.

    Em terrenos com inclinação, não é possível estimar o acréscimo no valor final da obra já que cada caso é um caso, ou seja, há terrenos com muita inclinação que precisarão de grandes aterramentos, considerando a terraplanagem, o muro de arrimo e o alicerce, que ficarão com valor mais elevado comparado a um terreno com pouca inclinação.

    Portanto, analise muito bem o terreno antes de comprar e construir o seu projeto.

    Orientação do sol

    Depois que as questões de tipo de solo e da inclinação do terreno estiverem resolvidas, é importante pensar na direção que a casa foi projetada em relação ao sol.

    No hemisfério sul, a face norte é a que recebe mais insidência solar, a face leste recebe sol apenas pela manhã, a oeste pela tarde e a sul é a que pega menos sol.

    A partir disso, a disposição dos cômodos deve ser definida.

    Para aproveitar o sol da manhã, uma boa dica é posicionar os quartos para a face leste.

    Já na face oeste, devem estar os cômodos que não são tão frequentados, como área de serviço, garagem e depósito.

    A parte sul não é tão privilegiada pois no inverno não recebe sol e no verão apenas as primeiras e últimas horas do dia são iluminadas.

    Dá uma olhada nesta imagem para entender melhor sobre a incidência de sol nos cômodos:

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