Tapetes: a peça-chave em qualquer ambiente

    O uso adequado de tapetes tem o poder de transformar significativamente as sensações que se tem ao entrar em um ambiente. Confira aqui algumas dicas.

    Chaves na MãoPor : Chaves na Mão5 anos atrás

    Tapetes

    O uso adequado de tapetes tem o poder de transformar significativamente as sensações que se tem ao entrar em um ambiente. O tapete faz parte de uma composição que envolve um conjunto de itens como os estofados, cortinas e persianas. Os objetos, além dos revestimentos de piso e parede, devem dialogar entre si, de forma articulada e muito bem orquestrada para se obter um excelente resultado visual.

    Por isso, o tapete é uma peça-chave que desempenha várias funções, que vão desde o embelezamento propriamente dito até demarcar ambientes. Também contribuem para o conforto e aconchego em uma sala, proporcionando sensação térmica agradável em climas frios.

    De acordo com o designer de interiores e professor da Furb no curso sequencial de Design e Decoração de Interiores, Maurílio Bugmann, no home theater, um tapete de boa espessura contribui sensivelmente para melhoria acústica e, em ambientes estreitos, um tapete listrado no sentido da menor dimensão amplia o cômodo visualmente. “Os tapetes também podem ser usados para dividir ambientes, como no caso de livings, onde a sala de jantar é integrada a de estar; além dos usos protocolares e de orientação de circulação, no caso de casamentos e em empresas”.

    Para a escolha dos tapetes é preciso ter em mente quais sensações físicas e estéticas a pessoa quer que ele transmita e o que necessita em termos de funcionalidade: se o ambiente é grande ou pequeno; se a casa tem animais de estimação; qual estilo do ambiente; se é para um home theater ou para uma sala de jantar; se é para um clima frio ou quente; se terão outros tapetes no mesmo ambiente, entre outros.

    Estilos

    De forma geral, os tapetes são divididos em três grupos: rústicos, clássicos e modernos. Os rústicos utilizam materiais naturais na composição, como couro, chamois, pelo natural, algodão, seda, juta, rami, lã, malaca, sisal, fibras de bambu, entre outros. Os tapetes artesanais de tear são exemplos de tapetes rústicos muito delicados e exclusivos.

    Os clássicos são os de origem europeia, como os aubussons, bastante usados no estilo provençal ou em ambientes contemporâneos, fazendo um contraponto com estofados retos. E os orientais, como os persas, turcos, chineses, indianos, romenos, entre outros.

    Os tapetes persas têm muitas variações de acordo com a região que os produz e são verdadeiras obras de arte em função dos desenhos minuciosos e por serem produzidos de forma artesanal. Eles têm uma durabilidade incrível devido à grande quantidade de nós de amarração por centímetro quadrado. Hoje, existem muitas imitações de persa, mas os verdadeiros, por serem artesanais, nunca são perfeitamente simétricos e os desenhos e nós aparecem do lado avesso.

    Já os tapetes modernos são produzidos com materiais atuais, como a poliamida (nylon), o polipropileno e o poliéster, que têm excelente resistência, durabilidade e facilidade de limpeza. “Existem os tapetes feitos em série, de forma totalmente industrial, com medidas padronizadas”, comenta o designer.

    Segundo Bugmann, há empresas que possibilitam a personalização destes tapetes em termos de dimensões, desenhos, espessuras e cores, como a Tapeçaria Italiana, de Blumenau. “Pode-se trabalhar com grande liberdade, criando tapetes exclusivos”. Os tapetes modernos podem ser mesclados com materiais diferentes, trabalhando-se o corpo do tapete em poliéster e fazendo a borda ou detalhes em couro ecológico ou tecido. Dessa forma, o tapete adquire uma roupagem contemporânea, permanecendo com as características de grande durabilidade.

    Bugmann comenta que, materiais como feltros feitos com garrafas PET, resíduos da indústria têxtil, aparas de algodão ou patchwork de pedaços de diferentes couros possibilitam versões ecológicas e despojadas de tapetes contemporâneos.

    Dentre os tapetes contemporâneos, existe um incrível, que simula um bosque com folhas caídas pelo chão, executado com pedaços recortados a laser de chamois em tons de marrom e verde; sem falar nos tapetes luxuosos que têm aplicações de tachas douradas ou detalhes em cristais swarovski”, destaca.

    Dimensionamento e disposição

    Para Bugmann, as dúvidas sobre a utilização de tapetes em ambientes são, na maioria, com relação ao dimensionamento e disposição correta junto ao mobiliário e sobre que tipo de tapete usar. “Em termos gerais, consideramos a escolha dos tapetes como um dos últimos itens a ser definido em um projeto de interiores, porque depende, na maioria dos casos, que os estofados e móveis já estejam colocados no local”, salienta.

    No caso de tapetes clássicos, orientais ou aubussons, que são comprados prontos, o ideal é, antes de adquiri-los, fazer um teste no local onde eles serão usados com várias opções de tamanhos. Assim, a pessoa poderá saber, com certeza, se ele ficará bem em relação à dimensão e em relação às tonalidades e desenhos. Já nos tapetes sob medida, pode-se trabalhar com liberdade em relação aos tamanhos, cores e desenhos.

    Salas de TV e estar

    Nas salas, os tapetes não devem passar do meio da profundidade dos sofás. Isso não é uma regra, mas, se esta medida é ultrapassada, a impressão é de que o tapete não foi feito para o ambiente.

    A vantagem de o tapete entrar embaixo do sofá é que ele fica mais firme, porém, nesse caso, torna-se imprescindível o rodízio a cada três meses para que, devido à falta de oxigenação, o tapete não apodreça embaixo dos pés dos estofados.

    Quando se pretende valorizar os desenhos de um tapete, como no caso de um clássico, rico em pormenores, é importante que eles não entrem embaixo do sofá. “Deixe-os quase encostados ao sofá para que o tapete e, consequentemente, os desenhos apareçam”, diz o designer.

    Bugmann explica que, no caso de home theaters, o procedimento é o mesmo, tomando cuidado para que não fiquem embaixo das estantes e racks. O uso de tapetes com espessuras maiores, normais nesses ambientes, além de proporcionarem sensação de conforto, contribui sensivelmente para a acústica. O uso de tecidos encorpados nas cortinas e estofados também seguem estas funções.

    Conjunto perfeito

    Coordene cores e contraste texturas”, afirma Bugmann. “Para isso, é importante termos claro o que desejamos”, emenda. Em uma sala com o tecido do sofá colorido ou listrado, o ideal é que o tapete funcione como uma tela de pintura em branco, na qual os estofados, o mobiliário, as cortinas e objetos fazem a composição. “Nesse caso, um tapete de tonalidade mais clara faz um bom equilíbrio. No caso inverso, com um tapete decorado ou listrado, com muitas cores ou desenhos, ou um tapete persa, o sofá de cor lisa e neutra faz o contraste e ajuda a equilibrar visualmente a composição”, explica.

    Um sofá de cor escura pede um tapete claro e um sofá claro pode receber um tapete mais escuro, o que contribui para que o ambiente pareça menor. Pode-se ter também a harmonia de tons com tapete, sofá e cortina em tonalidades de graduações diferentes de uma mesma família de cores e os contrastes nas almofadas e objetos.

    Caso seja necessário mais de um tapete no mesmo ambiente, como nos livings, os tapetes demarcam os ambientes e é interessante que eles sejam diferentes, porém, que, ao mesmo tempo, exista um denominador comum, que não precisa ser as cores. O diálogo pode ser entre desenhos, texturas ou até a moldura de acabamento. “Algo que resulta em um movimento visual agradável e harmônico é trabalhar com espessuras de fios com alturas diferentes e em tonalidades próximas”, afirma.

    Fonte: Revista Alto Padrão, 47

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