4.324

Carros usados no Brasil

Carros usados no Brasil, com muitos anos de rodagem, tem uma grande manutenção, problemas em encontrar peças, porém existe uma vantagem: com mais de 20 anos de uso eles não precisam mais pagar IPVA. Mas, os carros mais novos e seminovos não se encaix... [+ Leia mais]

Compare os preços de Carros usados à venda no Brasil

MODELO Ano Preço
Audi S8 2017 R$1.090.000
Audi R8 2015 R$699.000
Land Rover Range Rover Vogue 2017 R$509.000
Porsche Cayenne 2015 R$495.000
Bmw X6 2016 R$474.900
Land Rover Range Rover Sport 2016 R$439.000
Audi Q7 2016 R$379.900
Mercedes-benz Gle 400 2016 R$375.000
Bmw X5 2015 R$355.000
Land Rover Range Rover Sport 2014 R$314.900
Porsche Panamera 2011 R$289.000
Bmw X5 2016 R$289.000
Bmw X4 2017 R$280.000
Audi Sq5 2016 R$274.900
Audi A6 2015 R$269.900
Audi A7 2015 R$259.000
Audi Rsq3 2016 R$249.000
Bmw 535ia 2016 R$239.900
Porsche Cayenne 2013 R$234.900
Lexus Nx 200t 2016 R$225.900

Filtros aplicados

Compartilhar:

Carros usados no Brasil

Carros usados no Brasil, com muitos anos de rodagem, tem uma grande manutenção, problemas em encontrar peças, porém existe uma vantagem: com mais de 20 anos de uso eles não precisam mais pagar IPVA. Mas, os carros mais novos e seminovos não se encaixam nesse caso, e se bem escolhidos, podem demorar a dar problemas. 
Hoje é comum termos montadoras pelo pais, essa situação só virou realidade a partir da década de 1950, quando o incentivo a industrialização começou. A história não é muito conhecida, mas antes do primeiro automóvel oficial houve uma tentativa de fabricar o primeiro carro brasileiro: o Pinar. Em 1950 o modelo foi exposto no Ministério da educação e sua sigla queria dizer Pioneiros da Indústria Nacional de Automóveis Reunidos.
O presidente Getúlio Vargas criou a Comissão de Desenvolvimento Industrial e tomou duas grandes medidas: proibiu a importação de autopeças com o Aviso 288 da CEXIM (1952) e proibiu a importação de veículos montados com Aviso 311 da CEXIM (1953). Foi na mesma década, porém, com o presidente Juscelino Kubitschek, que houve mais tentativas de fabricar um carro brasileiro.  Foi criado o Conselho de Desenvolvimento. Vários protótipos circularam e pararam de serem produzidos nessa época. Os mais conhecidos foram:
Romi-Isetta: era um compacto muito engraçadinho com 2,28 metros de comprimento e só tinha uma porta para os dois lugares. O que não impediu de consumir 25 km/litro. Foram vendidos três mil unidades. 
Chambord: chegou com muito mais espaço e carroceria resistente, era fabricado pela fabrica Simca de São Bernardo do Campo, e em 1967 foi comprada pela Chrysler que encerrou a produção do Chambord.
Dauphine: com a licença da Renault entre 1959 e 1968 surgiu o Dauphine, primeiro automóvel brasileiro de passeio da Willys-Overland do Brasil, a mesma da Rural Willys, aquela que ainda é possível encontrar em classificados de carros usados no Brasil, espaçosa e resistente.  Mas a fabrica foi comprada pela Ford em 1967 e lançado então um dos maiores sucessos entre os brasileiros: o Corcel.
FNM JK 2000: O presidente JK recebeu uma homenagem em 1960 com o FNM JK 2000, o primeiro Alfa Romeo brasileiro. Porem com a vinda dos militares, foi exigida a retirada da homenagem e ficou até 1986 como FNM 2000.
Karmann-Ghia: A fabrica Karmann abriu as portas em São Bernardo do Campo em 1960 e dois anos depois lanço o Karmann-Ghia. Chegava a 138 km/h, em 1967 foi lançada a versão conversível. Com apenas 177 é um dos carros brasileiros mais raros de serem encontrados. 
Gordini: Novamente a Willys Overland tem um lançamento, em 1962 apresenta um carro com quatro portas, mais economia de combustível e chegava a 130 km/h. saiu de linha em 1968.
Democrata: em 1963, em São Bernardo do Campo, foi fundada a Indústria Brasileira de Automóveis Presidente. O único lançamento foi o Democrata, com certos detalhes luxuosos, versão duas e quatros portas, motor italiano. Dizem que foi a Revista Quatro Rodas, que após forte ataque ao novo lançamento, foi a responsável pela sua falência. Dificilmente encontraremos um classificados de carros usados no Brasil um Democrata já que foram fabricados apenas cinco dele. 
Uirapuru: fabricado pela Brasinca, o modelo era diferente e moderno, chegou em 1965, porem poucos modelos desse carro esportivo foram fabricados, marcando por ter chegado a 200 km/h no Autódromo de Interlagos.
Puma GTB: O Puma marcou uma geração sob o slogan “o privilégio autenticamente brasileiro”, lançado em 1971, o carro que chegava a 170 km/h foi sendo menos fabricado na década de 1980 e interrompido em 1990.
SP2: media apenas 1,16m e atingiu uma potência mais fraca de 160 km/h, foi o projeto da Volkswagen do Brasil em 1972, um carro esportivo brasileiro e leve. Saiu de linha a partir de 1976.
FNM 2300: mais uma versão do FNM, agora sob o controle da Alfa Romeo, um modelo de luxo e moderno, que foi produzido entre 1974 e 1986. A partir de 1977 a Fiat compra a Alfa Romeo. O modelo foi projetado na Itália para o Brasil e era vendido como “o importado fabricado no Brasil”, sendo o único Alfa Romeo fabricado fora da Itália. 
Fúria: sensação por seu design, foi criado em 1976 em parceira Bianco carrocerias e o moto da Volkswagen. A Bianco chegou a se inserir no mercado internacional, porém, por problemas entre os sócios, acabou em 1979.
Santa Matilde: foi objeto de desejo da sociedade, que a partir de 1975 foi proibida de importar automóveis. Foi um carro caro que teve seu ultimo modelos produzido em 1997, mas que durante toda década de 1980 viu sua produção cair.

E hoje? Onde estão nossas fabricas brasileiras? Modelos nacionais só vão ser encontrados em classificados de carros usados no Brasil?
No mundo todo, no século passado, empresas automobilísticas conseguiram se firmar em seus mercados, muitas inclusive, vieram ao Brasil. Nos últimos anos os países emergentes também construíram suas fabricas. O Brasil, apesar de vender milhões de carros por ano, ou seja, tem mercado, não conseguiu que uma de suas fábricas vingasse. Ou o modelos não condizia com a realidade da população, ou não houve investimento o suficiente, na maioria dos casos, afinal, uma montadora exige recursos financeiros enormes e em vários setores para poder competir. 
Hoje, pensa-se que seria difícil o brasileiro, já acostumado com os modelos, mecânica e design estrangeiro, aceitar um modelo nacional. Nos momentos certos, era preciso que o governo tivesse dado incentivo a produção nacional, assim como fez para a instalação de fabricas estrangeiras. 

Qual a diferença do carro usado para o carro seminovo


O carro seminovo é uma maneira que as revendas criaram para dizer que o carro usado é praticamente novo.
O seminovo é o automóvel com até três anos de uso, teve um único dono e até no máximo 30 mil quilômetros rodados por ano. Acima dos três anos, o veículo passa a ser considerado um carro usado no Brasil.
Ambos são carros usados, portanto, porém, o carro seminovo, muitas vezes, ainda tem a garantia de fábrica, e como revisão, tem a troca de óleo prevista, uma correia, itens menores. O carro usado será mais barato que o carro seminovo, porém, é preciso ir informado e atento para não se deixar enganar.



Quais os carros usados não devo comprar

Mais do que os carros que não deve comprar, é importante analisar detalhes. Carros de locadoras são relativamente fáceis de serem identificados. São brancos, alta quilometragem e preços abaixo da média. Assim como carros provenientes de enchentes ou de leilões. Todo carro muito mais barato que os outros, pode ter um histórico ruim. Carros importados desvalorizam mais que os carros populares, porém, nos últimos meses, alguns modelos fugiram dessa afirmação e mantiveram seus preços relativamente estáveis. É preciso ir comprar o carro usado, se possível, com mais pessoas, para observar bem seu futuro veículo. O principal medo dos compradores de carros usados é não cair em golpes! Já que, infelizmente, há um aumento na criminalidade e a roubo de carros. É difícil saber se um carro usado no Brasil é roubado, porém, é possível verificar, por exemplo, com o aplicativo Checkplaca, pela placa, se o veículo é roubado. Claro que na maioria dos casos o carro roubado já está adulterado, chamado de esquentado. É possível, segundo especialistas, com muito cuidado e observação, se poupar de um problema serio. 
Informe ao seu corretor o chassi do carro, verifique se o veículo é arrematado de leilão, pode ser sofrido perda total e estar totalmente modificado;
Procure multas e débitos no veículo;
Cuidado com compras de particulares, tenha cuidado de não ir a local particular desacompanhado;
Fique atento a barulhos. Desligue o rádio do carro e evite conversar para poder escutar com atenção; 
Examine o máximo de parafusos que puder, verifique se há ferrugens; 
Dentro do carro, sinta o cheiro. Alguns carros usados muito baratos podem ter pegado enchentes e estar com cheiro ruim. Essa é uma característica que pode dar problemas futuros nas peças; 
Procure diferenças na cor da lataria para saber se o carro foi batido e repintado; 
Ao ter em mente alguns modelos de carro para possível compra, analise também o valor das peças. Carros mais antigos tem peças mais difíceis de serem encontradas, assim como marcas importadas e carros menos comuns;
Leve a um mecânico de confiança para avaliar possíveis manutenções e verificar parte elétrica e o motor. Caso o motor precise de reparos, é aconselhável pensar duas vezes, antes da compra. Arrumar o motor é um custo elevado para quem acabou de adquirir um carro; 
Observe espelhos, isofilme, faróis, lanternas, itens de segurança, manual, pergunte das revisões;
Observe os pneus, carro usado com quilometragem baixa e pneus gastos pode indicar que foi adulterado;
Hoje a qualidade de lataria melhorou, porém, carros de litoral de alguns anos atrás poderiam ter corrosão causada pelo sal; 
Veja se por baixo do carro há algum vazamento ou se alguma peça está suja de óleo;
Olhe o porta malas, abra e feche as portas, os vidros, principalmente se forem elétricos, 
Verifique se número do chassi confere com o apresentado no documento do veículo;
Procure rasuras e ranhuras nos documentos e no chassi, algum retoque pode indicar um carro roubado esquentado.
Caso desconfie que o carro seja clonado, ou esquentado, procure a Corregedoria Geral do DETRAN, ela que investigará o caso. 


Quais as diferentes formas de financiar carro usado


É possível financiar carro usado sendo pessoa jurídica, quando se tem o CNPJ de uma empresa, ou como pessoas física, realizando o Crédito Direto ao Consumidor, o Leasing ou o Consórcio. Vários bancos estão disponíveis para realizar o financiamento
Em operações de leasing financeiro ou operacional, o arrendatário pode ser pessoa física ou jurídica. 
Basicamente o Leasing envolve uma financeira, e o comprador paga as parcelas do carro como se fosse um aluguel, pois o carro ficará no nome da financeira. Ao fim do contrato o veiculo é transferido para o dono. A legislação brasileira denomina como arrendamento mercantil. O arrendatário é o comprador ou cliente e o arrendador é a financeira ou banco. 
Sendo assim, o arrendador fica como o proprietário do carro, sendo que a posse e o uso, durante a vigência do contrato, são do arrendatário. O prazo é estipulado por um determinado tempo. Para financiar carro usado, o prazo mínimo é de 24 meses. O IOF não incide nas operações de leasing
E se o carro precisa de manutenção, algum reparo ou serviço, quem deve arcar com o custo? O arrendatário, ou seja, o comprador e cliente. Além de pagar as parcelas, caso precise de manutenção, ainda terá esse gasto. 
Uma das formas mais simples de adquirir financiamento é o Crédito Direto ao Consumidor (CDC), é feito um cadastro, com base em sua renda e alguns dados pessoais, é acessado um cadastro se é possível liberar o credito. Em alguns casos é possível que se peça um avalista. São taxas de juros relativamente baixas, forma rápida e sem muita burocracia para ser aprovada, é possível negociar os prazos de pagamento, além de quitação antecipada. Por exemplo, gostaria de adiantar parcelas ao financiar carro usado será possível. No leasing, por exemplo, a modalidade já viraria contrato de compra e venda nesse caso. 
Outra modalidade para financiar carro usado é o consórcio, que envolve uma prática já bem conhecida do brasileiro. Quem deseja ser dono de um carro, deve fazer parte de um grupo que organizado por administradora. No leasing o comprador paga as parcelas depois de estar com o carro, no consorcio, o dono do carro só terá o seu sonhado carro quando a sua carta, o consorcio, for sorteado, e isso acontece uma vez por mês. O futuro proprietário é chamado de consorciado. Então uma vez por mês, uma pessoa será sorteada. Pode acontecer, durante o processo, de a empresa oferecer a possibilidade de um sorteio onde os consorciados podem oferecer lances, como e fosse um leilão. Quem oferece mais, vende. Há a possibilidade de o consorciado oferecer um lance, que é um adiantamento de parcelas a vencer. Nesse caso, o consorciado que ofereceu o maior valor de adiantamento será o vencedor.
As taxas de jutos também são diferentes nas formas de financiamento, não há taxas no consórcio, e no CDC e leasing as taxas são fixadas por contrato.
Um pouco mais de um quarto das vendas de veículos no Brasil é feita para pessoas jurídicas. Chamada de venda direta, para poder adquirir seu carro como pessoa jurídica, basta ter registro ativo no CNPJ – ou seja, microempresários, profissionais autônomos com firma aberta e microempreendedores individuais (MEI) também estão na lista, além das grande empresas, e você pode ganhar desconto de até 20% na sua compra. Os descontos dependem da quantidade de carros que serão comprados e do modelo. Financiar um carro usado depende da sua analise, seu poder de compra, e qual modo julga mais pratico para o seu perfil.